A zootoponímia em Minas Gerais

dc.creatorCassiane Josefina de Freitas
dc.date.accessioned2019-08-14T03:12:43Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:32:41Z
dc.date.available2019-08-14T03:12:43Z
dc.date.issued2018-07-31
dc.description.abstractO processo de nomeação é um ato designativo constituído a partir da relação homem/sociedade, representada pela linguagem. Dessa forma, os estudos toponímicos oferecem um valioso conjunto de indícios para o estudo da paisagem e dos costumes de determinada região. Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo descritivo linguístico e cultural dos topônimos (nomes próprios de lugar) de índole animal, os denominados zootopônimos, presentes no estado de Minas Gerais. A pesquisa está alicerçada no conceito de cultura de Duranti (2000), nos pressupostos teórico-metodológicos da ciência onomástica de Dauzat (1926) e Dick (1990a, 1990b, 2004 e 2006) e na teoria de variação e mudança linguística de Labov (1974). O corpus da pesquisa é proveniente do banco de dados do Projeto ATEMIG - Atlas Toponímico de Minas Gerais desenvolvido, desde 2005, na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Os dados do ATEMIG foram construídos a partir do levantamento e classificação toponímica de todos os acidentes físicos e humanos dos 853 municípios de Minas Gerais, documentados em cartas topográficas do IBGE, perfazendo, até o presente momento, um total 85.391 topônimos. Pertencem à categoria dos zootopônimos, 5.304 dados, que foram analisados quantitativa e qualitativamente. Além da análise dos dados contemporâneos, a pesquisa também apresenta o estudo de dados históricos, levantados a partir de consultas a mapas dos séculos XVIII e XIX. Para análise linguística das bases léxicas, foram utilizados dicionários gerais, etimológicos e vocabulários diversos. Nossa pesquisa demonstrou que a diversidade da fauna mineira é revelada pelo expressivo número de topônimos de origem animal verificados em nossos corpora. Esses topônimos são, em sua maioria, de origem indígena, o que corrobora com a assertiva de que era o índio o verdadeiro conhecedor da natureza e coube a ele apresentá-la ao colonizador. Nossas análises também comprovaram que os nomes de lugar se fixam ao território de tal maneira que, em muitos casos, se sucedem às culturas, haja vista o número elevado de topônimos relativos a animais que outrora foram abundantes no estado, mas que agora figuram nas listas de espécies ameaçadas de extinção.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-B46JL5
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLíngua portuguesa Regionalismo Minas Gerais
dc.subjectZoologia Nomenclatura popular
dc.subjectToponímia Minas Gerais
dc.subjectLinguagem e cultura
dc.subject.otherMinas Gerais
dc.subject.otherLéxico
dc.subject.otherFauna
dc.subject.otherCultura
dc.subject.otherZootoponímia
dc.titleA zootoponímia em Minas Gerais
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Candida Trindade Costa de Seabra
local.contributor.referee1Marcia Maria Duarte dos Santos
local.contributor.referee1Ana Paula Mendes Alves de Carvalho
local.contributor.referee1Ana Paula Antunes Rocha
local.contributor.referee1Marcia Veronica Ramos de Macedo
local.description.resumoO processo de nomeação é um ato designativo constituído a partir da relação homem/sociedade, representada pela linguagem. Dessa forma, os estudos toponímicos oferecem um valioso conjunto de indícios para o estudo da paisagem e dos costumes de determinada região. Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo descritivo linguístico e cultural dos topônimos (nomes próprios de lugar) de índole animal, os denominados zootopônimos, presentes no estado de Minas Gerais. A pesquisa está alicerçada no conceito de cultura de Duranti (2000), nos pressupostos teórico-metodológicos da ciência onomástica de Dauzat (1926) e Dick (1990a, 1990b, 2004 e 2006) e na teoria de variação e mudança linguística de Labov (1974). O corpus da pesquisa é proveniente do banco de dados do Projeto ATEMIG - Atlas Toponímico de Minas Gerais desenvolvido, desde 2005, na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Os dados do ATEMIG foram construídos a partir do levantamento e classificação toponímica de todos os acidentes físicos e humanos dos 853 municípios de Minas Gerais, documentados em cartas topográficas do IBGE, perfazendo, até o presente momento, um total 85.391 topônimos. Pertencem à categoria dos zootopônimos, 5.304 dados, que foram analisados quantitativa e qualitativamente. Além da análise dos dados contemporâneos, a pesquisa também apresenta o estudo de dados históricos, levantados a partir de consultas a mapas dos séculos XVIII e XIX. Para análise linguística das bases léxicas, foram utilizados dicionários gerais, etimológicos e vocabulários diversos. Nossa pesquisa demonstrou que a diversidade da fauna mineira é revelada pelo expressivo número de topônimos de origem animal verificados em nossos corpora. Esses topônimos são, em sua maioria, de origem indígena, o que corrobora com a assertiva de que era o índio o verdadeiro conhecedor da natureza e coube a ele apresentá-la ao colonizador. Nossas análises também comprovaram que os nomes de lugar se fixam ao território de tal maneira que, em muitos casos, se sucedem às culturas, haja vista o número elevado de topônimos relativos a animais que outrora foram abundantes no estado, mas que agora figuram nas listas de espécies ameaçadas de extinção.
local.publisher.initialsUFMG

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