Pacientes em cuidados paliativos oncológicos: transtornos de deglutição e sobrevida
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
Introdução: ainda são escassas as pesquisas que buscam elucidar a prevalência e sobrevida relacionadas aos distúrbios de deglutição dos pacientes com câncer sem possibilidade de cura. Objetivo: analisar a função de deglutição de pacientes oncológicos em cuidados paliativos e sua associação com a funcionalidade e sobrevida. Métodos: esta pesquisa inclui dois estudos observacionais analíticos, um do tipo transversal e outro do tipo coorte prospectivo. Inicialmente, foi realizada pesquisa bibliográfica nos moldes de uma revisão sistemática. Em seguida, foi executada coleta dos dados na clínica Oncocentro BH com pacientes de ambos os sexos, 18 anos ou mais, com diagnóstico de câncer incurável que não abarcavam os sítios de cabeça e pescoço e de trato gastrointestinal superior. Para caracterização da amostra foram acessados os prontuários eletrônicos para coleta dos dados sociodemográficos, clínicos, funcionais e nutricionais. Dados acerca da funcionalidade da deglutição ocorreu por meio de avaliação e reavaliações fonoaudiológicas. O acompanhamento foi feito por meio de contatos mensais telefônicos e/ou troca de mensagens por aplicativo de mensagem e reavaliações fonoaudiológicas presenciais no intervalo entre três e cinco meses a contar da primeira avaliação ou último telemonitoramento, com a contagem de dias de sobrevida a partir da primeira avaliação, divididos em dois grupos: Grupo de PPS ≥ 70% e o Grupo de PPS ≤ 60%. Por meio das reavaliações, foi averiguado se a taxa de sobrevida dos pacientes sofreu influência das seguintes variáveis: pneumonia, mudanças no status nutricional e na via de alimentação. Os pacientes foram acompanhados ao longo de dezoito meses ou até o declínio funcional da deglutição ou o evento morte. Foram realizadas análise da distribuição de frequência para as variáveis categóricas e análise das medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas. Utilizados os seguintes testes estatísticos, de acordo com o tipo e com os parâmetros de distribuição: Qui quadrado, Exato de Fisher, Mann-Whitey e Kruskall-Wallis. Foram executadas análises univariadas e multivariadas para examinar os fatores influenciáveis na deglutição. Para sobrevida, foram escolhidos os métodos Kaplan-Meyer e Log-Rank. A concordância inter avaliadores foi executada por meio do coeficiente Kappa. Em todas as análises foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: A disfagia em câncer avançado fora das regiões anatômicas da deglutição apresentou-se na revisão de literatura com frequência variável, tendo sido mais comum em pessoas com câncer avançado de pulmão. Voltando-se para a amostra da pesquisa clínica, foi observado que o estado nutricional tem relação com a habilidade de deglutição da amostra estudada. A deglutição dos pacientes do estudo em cuidados paliativos com câncer avançado fora das regiões anatômicas da deglutição parece apresentar piora gradual ao longo da evolução da doença e a degradação da funcionalidade. Finalmente, os resultados do presente estudo apontam que as piores habilidades de deglutição apresentam uma relação negativa com a sobrevida da população estudada. Conclusão: a degradação da habilidade de deglutição se apresentou como um fator prognóstico na amostra estudada, com relações significantes com a performance funcional e o status nutricional. Contudo, são necessários mais estudos, principalmente com validação externa.
Abstract
Assunto
Deglutição, Fatores de Tempo, Prevalência, Prognóstico, Pessoa de Meia-Idade, Taxa de Sobrevida, Neoplasias, Estado Nutricional, Cuidados Paliativos, Laringectomia, Estimativa de Kaplan-Meier
Palavras-chave
sobrevida, nível de saúde, transtornos de deglutição, cuidados paliativos, neoplasias