Pacientes em cuidados paliativos oncológicos: transtornos de deglutição e sobrevida

dc.creatorDanielle Nunes de Moura e Silva
dc.date.accessioned2025-11-27T11:55:25Z
dc.date.issued2023-12-07
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/961
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectDeglutição
dc.subjectFatores de Tempo
dc.subjectPrevalência
dc.subjectPrognóstico
dc.subjectPessoa de Meia-Idade
dc.subjectTaxa de Sobrevida
dc.subjectNeoplasias
dc.subjectEstado Nutricional
dc.subjectCuidados Paliativos
dc.subjectLaringectomia
dc.subjectEstimativa de Kaplan-Meier
dc.subject.othersobrevida
dc.subject.othernível de saúde
dc.subject.othertranstornos de deglutição
dc.subject.othercuidados paliativos
dc.subject.otherneoplasias
dc.titlePacientes em cuidados paliativos oncológicos: transtornos de deglutição e sobrevida
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Laélia Cristina Caseiro Vicente
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7783070179427125
local.contributor.advisor1Amélia Augusta de Lima Friche
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9328738837215965
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9065840623064399
local.description.resumoIntrodução: ainda são escassas as pesquisas que buscam elucidar a prevalência e sobrevida relacionadas aos distúrbios de deglutição dos pacientes com câncer sem possibilidade de cura. Objetivo: analisar a função de deglutição de pacientes oncológicos em cuidados paliativos e sua associação com a funcionalidade e sobrevida. Métodos: esta pesquisa inclui dois estudos observacionais analíticos, um do tipo transversal e outro do tipo coorte prospectivo. Inicialmente, foi realizada pesquisa bibliográfica nos moldes de uma revisão sistemática. Em seguida, foi executada coleta dos dados na clínica Oncocentro BH com pacientes de ambos os sexos, 18 anos ou mais, com diagnóstico de câncer incurável que não abarcavam os sítios de cabeça e pescoço e de trato gastrointestinal superior. Para caracterização da amostra foram acessados os prontuários eletrônicos para coleta dos dados sociodemográficos, clínicos, funcionais e nutricionais. Dados acerca da funcionalidade da deglutição ocorreu por meio de avaliação e reavaliações fonoaudiológicas. O acompanhamento foi feito por meio de contatos mensais telefônicos e/ou troca de mensagens por aplicativo de mensagem e reavaliações fonoaudiológicas presenciais no intervalo entre três e cinco meses a contar da primeira avaliação ou último telemonitoramento, com a contagem de dias de sobrevida a partir da primeira avaliação, divididos em dois grupos: Grupo de PPS ≥ 70% e o Grupo de PPS ≤ 60%. Por meio das reavaliações, foi averiguado se a taxa de sobrevida dos pacientes sofreu influência das seguintes variáveis: pneumonia, mudanças no status nutricional e na via de alimentação. Os pacientes foram acompanhados ao longo de dezoito meses ou até o declínio funcional da deglutição ou o evento morte. Foram realizadas análise da distribuição de frequência para as variáveis categóricas e análise das medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas. Utilizados os seguintes testes estatísticos, de acordo com o tipo e com os parâmetros de distribuição: Qui quadrado, Exato de Fisher, Mann-Whitey e Kruskall-Wallis. Foram executadas análises univariadas e multivariadas para examinar os fatores influenciáveis na deglutição. Para sobrevida, foram escolhidos os métodos Kaplan-Meyer e Log-Rank. A concordância inter avaliadores foi executada por meio do coeficiente Kappa. Em todas as análises foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: A disfagia em câncer avançado fora das regiões anatômicas da deglutição apresentou-se na revisão de literatura com frequência variável, tendo sido mais comum em pessoas com câncer avançado de pulmão. Voltando-se para a amostra da pesquisa clínica, foi observado que o estado nutricional tem relação com a habilidade de deglutição da amostra estudada. A deglutição dos pacientes do estudo em cuidados paliativos com câncer avançado fora das regiões anatômicas da deglutição parece apresentar piora gradual ao longo da evolução da doença e a degradação da funcionalidade. Finalmente, os resultados do presente estudo apontam que as piores habilidades de deglutição apresentam uma relação negativa com a sobrevida da população estudada. Conclusão: a degradação da habilidade de deglutição se apresentou como um fator prognóstico na amostra estudada, com relações significantes com a performance funcional e o status nutricional. Contudo, são necessários mais estudos, principalmente com validação externa.
local.identifier.orcidhttp://orcid.org/0000-0001-6255-5122
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE FONOAUDIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fonoaudiológicas
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FONOAUDIOLOGIA

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