Absenteísmo por doença e dimensionamento de pessoal: uma análise das unidades de tratamento intensivo de uma rede de hospitais públicos de Minas Gerais
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Jacqueline Saldanha Mendes Costas
Marcia Mascarenhas Alemão
Marcia Mascarenhas Alemão
Resumo
O termo absenteísmo, oriundo do latim absens, significa estar ausente, sendo utilizado
para designar a ausência de colaboradores nos locais de trabalho. Quando a ausência
ocorre por motivo de saúde é intitulado de absenteísmo por doença. O custo dessa
ausência onera as organizações públicas e privadas, no sentido de capacitar,
substituir e gerar horas extras, para compensar o trabalho não realizado pelo
trabalhador ausente. Diferentes estudos identificaram que o absenteísmo é
influenciado pelo sexo, idade, ocupação, nível de responsabilidade e regime de
trabalho, local de atuação entre outros. Entretanto, poucos estudos avaliam em que
medida a variável absenteísmo está associada a sobrecarga de trabalho e realização
de horas extras. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo geral avaliar em que
medida o déficit de profissionais e a realização de horas extras contribuíram no
comportamento da taxa de absenteísmo por doença nas unidades de tratamento
intensivo de uma rede de hospitais públicos de Minas Gerais. Por objetivos
específicos:1) analisar a evolução da taxa de absenteísmo por doença na unidade de
tratamento intensivo, segundo categoria profissional (Médico, Técnico de
Enfermagem, Enfermeiro e Fisioterapeuta), de janeiro de 2013 a dezembro de 2019;
2) apurar o custo do absenteísmo por doença na unidade de tratamento intensivo,
segundo categoria profissional (Médico, Técnico de Enfermagem, Enfermeiro e
Fisioterapeuta); 3) analisar a evolução das taxas de absenteísmo por doença,
segundo atributos dos profissionais (sexo, estado civil, idade, renda); 4) descrever e
discutir os critérios técnicos utilizados na definição dos parâmetros de recursos
humanos que estão dispostos nas regulamentações do Ministério da Saúde (MS) e
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que dizem respeito ao quantitativo
de pessoal para unidade de tratamento intensivo adulto, neonatal e pediátrico. 4)
analisar a evolução do superávit ou déficit de pessoal por categoria profissional,
considerando os instrumentos normativos do Ministério da Saúde e Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA) que dispõem sobre a necessidade de pessoal para
unidade de terapia intensiva adulto, neonatal e pediátrico em uma rede de hospitais
públicos do Estado de Minas Gerais. Método: trata-se de um estudo do tipo
documental com abordagem quantitativa, descritivo, de corte longitudinal e
retrospectivo. O universo da pesquisa é composto por nove unidades hospitalares
com unidade de terapia intensiva que, neste estudo, foram codificados de H1 a H9.
Resultados: A instituição apresenta dificuldade em manter o quadro estabelecido nos
instrumentos normativos do Ministério da Saúde (MS) e ANVISA, registrando
quantidade maior de déficit do que superávit de pessoal ao longo do período
analisado. A maior taxa de absenteísmo por doença é observada na categoria do
técnico de enfermagem, sendo observado o maior percentual no sexo feminino para
todas as categorias profissionais analisadas. O custo das ausências corresponde, em
média, a 1,46% do total da remuneração dos servidores lotados na UTI adulto,
neonatal, pediátrico. A proporção de profissionais realizando horas extras foi mais
elevada entre os médicos. No entanto, essa categoria apresentou uma redução
significativa nessa proporção, que oscilou de 10,03% em 2013 para 1,56% em 2019.
Em 2019, a rede desembolsou, conjuntamente, R$ 1.881.581,07 para o pagamento
de horas extras, sendo que, a soma do custo das ausências com o total de horas
extras está em torno de 3 milhões de reais por ano. Esse valor corresponde, em
média, a 3% do total da remuneração dos funcionários lotados na UTI adulto, neonatal
e pediátrica. A associação entre taxa de absenteísmo e horas extras demonstram que
o tempo de exposição ao fator estressor (sobrecarga de trabalho) e (frequência de
realização de horas extras) interferem no comportamento da taxa de absenteísmo por
doença. O produto técnico, contém dois indicadores que poderão ser utilizados na
elaboração de ações que visam aperfeiçoar o gerenciamento da força de trabalho na
instituição analisada
Abstract
Assunto
Absenteísmo, Redução de Pessoal, Hospitais, Cuidados Críticos
Palavras-chave
Absenteísmo, Absenteísmo por doença, Sobrecarga de trabalho, Hospitais, Unidade de tratamento intensivo, Dimensionamento de pessoal