Rigidez cognitiva no autismo: caminhos para a inclusão e a flexibilidade pedagógica
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desafios persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Dentre as características do TEA, a rigidez cognitiva e comportamental destaca-se, manifestando-se como uma intensa dificuldade em flexibilizar pensamentos e ações, apego a rotinas e resistência a mudanças, mesmo pequenas. Essa rigidez afeta diretamente a capacidade de adaptação do indivíduo a novos ambientes e situações, impactando significativamente seu processo de aprendizagem e
interações sociais. O estudo teve como objetivo compreender a rigidez cognitiva apresentada por um estudante com diagnóstido de TEA, bem como identificar possibilidades interventivas, a fim de minimizar impactos para o seu desenvolvimento acadêmico. Diante do exposto, este estudo caracteriza-se como qualitativo, descritivo e exploratório. O instrumento utilizados foi um diário de campo, produzido pela pesquisadora ao longo do ano letivo, com observações sistemáticas do aluno em sala de aula e em outros espaços escolares relevante. Os resultados apontam que a rotina estruturada, apresentada de forma visual e consistente, foi crucial para
reduzir a ansiedade do aluno e a frequência de comportamentos rígidos. A execução de atividades estruturadas, com etapas claras e materiais previsíveis, facilitou o engajamento. A introdução gradual de pequenas variações em jogos e o uso de tecnologias interativas, com mediação, demonstraram potencial para estimular a flexibilidade. A negociação e o diálogo, embasados na previsibilidade, emergiram como ferramentas fundamentais para auxiliar o aluno a aceitar mudanças. A pesquisa possibilitou visualizar que o manejo da rigidez cognitiva em alunos com TEA requer um olhar atento às suas necessidades de previsibilidade, aliado a
estratégias pedagógicas intencionais que promovam a flexibilização de forma gradual e contextualizada.
Abstract
Assunto
Transtorno do espectro autista, Cognição nas crianças, Educação básica, Educação especial
Palavras-chave
Transtorno do espectro autista, Cognição nas crianças