Canção moderna de província: repensando o Clube da Esquina e a história da música popular brasileira

dc.creatorGabriel Reis Martins
dc.date.accessioned2022-12-12T20:42:25Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:24:22Z
dc.date.available2022-12-12T20:42:25Z
dc.date.issued2022-09-15
dc.description.abstractThis work proposes a reading of the work of Clube da Esquina – a musical group of Belo Horizonte – from a historical-literary perspective that makes use of the idea of “modernismo de província” (a provincial inflection of Brazilian Modernism), suggesting an approximation between Minas Gerais' musical trajectory in the decades of the 1960s and 1970s and the literary movements made in the 1920s and 1930s. With this aim, we chose as theoretical and critical references the works written by Gilles Deleuze and Félix Guattari, Ivan Marques and Santuza Cambraia Naves. At first, we discussed the methods and perspectives of the historiography of Brazilian Popular Music (MPB), in order to identify its relations with the history of literature, particularly with regard to the status it attributes to Modernism and to the “Semana de Arte Moderna”. After this, we make a reading of MPB that is guided by the eccentric position of Minas Gerais' Modernism in relation to that of São Paulo, in order to interpret the place of Clube da Esquina in musical history as that of a “canção moderna de província” (a modern provincial music). Besides, we also added interpretations based on post-structuralist theories of a Minor Literature. Finally, we analyze the records Milton (1970) and Lô Borges (1972) from a perspective that aims to identify points of destabilization of a traditional and evolutionary perspective of Brazilian musical history
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/47886
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/pt/
dc.subjectClube da Esquina (Grupo musical)
dc.subjectMúsica popular – Brasil – História e crítica
dc.subjectModernismo (Literatura) – Minas Gerais
dc.subjectSemana de Arte Moderna
dc.subjectMúsica e literatura
dc.subject.otherClube da Esquina
dc.subject.otherModernismo
dc.subject.otherModernismo mineiro
dc.subject.otherHistória da MPB
dc.titleCanção moderna de província: repensando o Clube da Esquina e a história da música popular brasileira
dc.title.alternative“Canção moderna de província”: rethinking Clube da Esquina and the history of Brazilian popular music
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Marcelino Rodrigues da Silva
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4359106299287113
local.contributor.referee1Gustavo Silveira Ribeiro
local.contributor.referee1Roniere Silva Menezes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9682430964582013
local.description.resumoEste trabalho propõe uma leitura da obra musical do Clube da Esquina – entendido enquanto grupo de músicos e letristas de Belo Horizonte – a partir de uma perspectiva histórico-literária que lança mão da ideia de modernismo de província, sugerindo uma aproximação entre a trajetória dos artistas mineiros nas décadas de 1960 e 1970 e o Modernismo feito em Minas Gerais nos anos 1920 e 1930. Para isto escolhemos como referencial teórico e crítico obras de Deleuze & Guattari, Ivan Marques e Santuza Cambraia Naves. Em um primeiro momento, são discutidos os métodos e perspectivas da historiografia da Música Popular Brasileira (MPB), de maneira a identificar suas relações com a historiografia literária nacional, particularmente no que diz respeito ao lugar que ela atribui ao Modernismo da Semana de Arte Moderna, de 1922. Passado esse ponto, é feita uma leitura da MPB que se guia pela posição excêntrica do Modernismo mineiro em relação ao de São Paulo, de modo a interpretar o lugar do Clube da Esquina na história musical como o de uma canção moderna de província. A esse ponto são acrescentadas, ainda, interpretações que se baseiam nas teorias pós-estruturalistas de uma literatura menor. Por fim, analisamos os discos Milton (1970) e Lô Borges (1972), com o objetivo de identificar seus pontos de desestabilização de uma perspectiva tradicional e evolutiva da história musical brasileira.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-2890-4119
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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