Reparo cirúrgico de laceração perineal de quarto grau no pós parto imediato: relato de caso

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Resumo

Introdução: Lacerações perineais são comuns após o parto vaginal, sendo que nuliparidade, idade materna avançada, período expulsivo prolongado, parto vaginal instrumentalizado, episiotomia mediana e macrossomia fetal são fatores de risco para que tais lesões ocorram. De acordo com a classificação proposta por Sultan em 1999, as lacerações de quarto grau consistem em lesão das estruturas perineais, esfíncter anal interno, esfíncter anal externo e mucosa retal. O presente trabalho relata a abordagem conjunta multidisciplinar do coloproctologista e do ginecologista no reparo delaceração perineal de quarto grau em uma paciente no pós parto imediato. Descrição do caso: Sexo feminino, 16 anos, hígida, nulípara, submetida a parto vaginal instrumentalizado por sofrimentofetal agudo, sem episiotomia, com laceração perineal de quarto grau. Submetida no pós-parto imediato a síntese primária da laceração, apresentou quadro diarreico no pósoperatório cursando com deiscência perineal profunda até fossa isquioanal, com contaminac¸ão fecal e deiscência super ficial em septo retovaginal, sem evidencias de fístula. Optado por tratamento clínico com antibioticoterapia e cuidados locais. Houve progressão da deiscência nos dias subsequentes sendo reencaminhada para abordagem cirúrgica no 6◦ DPO com confecção de sigmoidostomia terminal. Completada antibioticoterapia, submetida a abordagem eletiva no 30◦DPO para correcçã do defeito perineal com confecção de retalho fasciocutâneo de glúteo direito e esfincteroplastiaanal externa com overlapping. Paciente evoluiu bem no pós-operatório, com ferida perineal íntegra. Em seguimento ambulatorial apresentou-se sem evidencias de deiscências ou fístula retovaginal, sendo submetida a reconstrucão do trânsito intestinal e evoluiu sem incontinênciafecal. Discussão: O objetivo da síntese da lacerção é a preservação da continência fecal, com a restauração do esfíncter anal externo e interno e reconstrucção do corpo perineal.As laceracções de terceiro e quarto grau estão associadas a altas taxas de deiscências e infecções tendo como consequência maiores reabordagens cirúrgicas e disfunções do assoalhopélvico. A abordagem cirúrgica imediata por um cirurgião coloproctologista pode ser realizada e deve ser aventada anecessidade de desvio de trânsito na mesma ocasião. Conclusão: Lesão obstétrica do complexo esfincteriano é o principal fator de risco para incontinência fecal, sendo assimé importante sua identificação e correção precoce.

Abstract

Assunto

Incontinência fecal, Canal Anal, Parto, Distúrbios do Assoalho Pélvico, Episiotomia

Palavras-chave

Incontinência fecal, Canal Anal, Parto, Distúrbios do Assoalho Pélvico, Episiotomia

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2237936318301576?via%3Dihub

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