Avaliação da cobertura vacinal em crianças de 0-4 anos, residentes no município de Belo Horizonte no ano de 1990
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Rabindranath Loyola Contreras
Mirian Lacerda Flores
Paulo Roberto Rey Costa
Mirian Lacerda Flores
Paulo Roberto Rey Costa
Resumo
Realizou-se, no município de Belo Horizonte, um inquérito domiciliar por amostragem, para avaliar a cobertura vacinal alcançada por ocasião da 1ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite no ano de 1990, bem como a cobertura de rotina do programa de imunização neste mesmo ano. Considerou-se como universo de estudo, as crianças menores de cinco anos de idade residentes no município, priorizando as duas faixa-etárias determinadas pelo Programa Nacional de Imunização, menores de 1 ano e 1 a 4 anos.Selecionou-se a amostra segundo o método de amostragem por conglomerados. Para o cálculo da cobertura vacinal alcançada porocasião da Campanha, trabalhou-se com informações verbais fornecidas por pessoa responsável pela criança. Para o cálculo das coberturas vacinais de rotina trabalhou-se com duas categorias de informação: comprovadas e verbais. As coberturas vacinais encontradas para a 1ª etapa da Campanha e seus respectivos intervalos de confiança, foram: crianças menores de um ano; 82,74% +/- 3,9% e crianças de 1 |-| 4 a Para o cálculo das coberturas vacinais de rotina trabalhou-se com duas categorias de informação: comprovadas everbais. As coberturas vacinais encontradas para a 1ª etapa da Campanha e seus respectivos intervalos de confiança, foram: crianças menores de um ano; 82,74% +/- 3,9% e crianças de 1 | - | 4 anos, 93,91% +/- 1,3%. As coberturas vacinais de rotina, consideradas asduas categorias de informação com os respectivos intervalos de confiança foram crianças menores da um ano, BCG.I.D: 87,95% +/- 3,3%; Sabin: 66,16% +/- 6,6%; DPT: 64,14% +/- 6,7% e Anti - Saramp0: 61,86% +/- 9,7%. Crianças de 1 a 4 anos: BCG.I.D: 95,10% +/- 1,1%; Sabin: 92,20% +/- 1,4%; DPT: 92,42% +/- 1,4% e Anti-Sarampo: 92,05% +/- 1,4%. As diferenças percentuais encontradas para a 1ª etapa da Campanha e para a rotina foram estatisticamente significativas quando comparadas aos dados administrativos (p < 0,05), com exceção da vacina anti-sarampo quando considerou-se apenas as informações comprovadas. A taxa de abandono para as crianças menores de umano foi de aproximadamente 56%; e para as crianças da 1 | - | 4 anos, aproximadamente 4,0%. Verificou-se que o esquema básico de vacinação tem .sido comp1etado por volta dos dois anos de idade pelascrianças do município. Os motivos alegados para o descumprimento docalendário vacinal foram, nas crianças menores de um ano: - falta de vacinas (29,03%); - criança doente (25,81%); - esquecimento (19,35%),e nas crianças de 1 | - | 4 anos: - esquecimento (41,13%); - criança doente (9,81%); - falta de vacina (9,43%). Concluiu-se que: 1. A 1ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite atingiu os percentuais preconizados para a erradicação na faixa etária de 1 | - | 4 anos, ficando aquém do recomendado no grupo < 1 ano, mesmo quando considerou- se o limite superior do intervalo de confia nça.2. 0 esquema básico de vacinação recomendado pelo P.N.I. não alcançou as coberturas preconizadas na faixa etária de < 1 ano, excetuando para a vacina BCG. 3. As coberturas de vacinação na faixa etária de 1 | - | 4 anos atingiram as metas preconizadas pelo P.N.I. para as vacinas BCG e DPT quando considerou-se as informações comprovadas pelo cartão, e, para BCG, DPT e Sabin quando trabalhou-se com informações comprovadas e verbais. 4. Encontrou-se diferenças estatisticamente significativas entre os resultados de cobertura administrativa da 1ª etapa da Campanha e aqueles obtidos pelo inquérito. 5. Foram também significativas as diferenças de cobertura vacinal de rotina em menores de um ano quando se comparou o método administrativo com os dados do inquérito, com exceção da vacina anti-sarampo, quando considerou-se apenas as informações comprovadas pelo cartão. 6. A taxa de abandono de vacinas revelou-se exageradamente alta para os menores de um ano e média para as crianças de 1 |-| 4 anos.
Abstract
Assunto
Vacinação de crianças Belo Horizonte(MG)
Palavras-chave
Medicina Veterinária, Epidemiologia