Os povos indígenas em Minas Gerais na contemporaneidade: as temáticas indígenas nas aulas de História do ensino fundamental II

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Clarisse Maria Castro de Alvarenga
Ana Paula Giavara

Resumo

Esta pesquisa de mestrado profissional debruça-se sobre uma questão que inquieta a muitos professores de História do Ensino Básico que é como trabalhar as temáticas indígenas em sala de aula, após a implementação da Lei nº 11.645/2008. A partir da referida lei, analisou-se os currículos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular, o Currículo Referência de Minas Gerais e a Matriz Curricular da Rede Municipal de Belo Horizonte. Fez-se um levantamento histórico e bibliográfico sobre os povos indígenas em Minas Gerais na contemporaneidade, no intuito de contribuir no combate a um dos vários equívocos existentes sobre os povos indígenas, o de que eles fazem parte apenas do passado. Contou com uma metodologia de cunho qualitativo com aspectos da pesquisa quantitativa, focado na pesquisa-ação. A questão de pesquisa que norteou a investigação desta dissertação foi o ensino das histórias e culturas dos povos indígenas de Minas Gerais promovendo o interesse dos estudantes do Ensino Fundamental II pela temática de suma importância para a compreensão da formação pluriétnica de nosso país. Ouvir os povos indígenas e ampliar o uso de fontes nas aulas de História é fundamental para que se possa entender a dinâmica de construção dessa narrativa polifônica que se busca no entendimento de uma história outra. É importante destacar o protagonismo desses sujeitos em diferentes áreas (audiovisual, etnomídia, literatura, trabalhos de conclusão de curso dos estudantes do FIEI etc.). O produto desta dissertação foi uma Aula Histórica, enquanto metodologia, aplicada nas aulas e módulos ministrados junto aos discentes do 7º ano do Ensino Fundamental II, utilizando os recursos digitais disponíveis e possíveis, devido ao período pandêmico. A Aula Histórica, baseada na matriz da Didática da História de Jörn Rüsen, tem como parâmetro a consciência histórica dos estudantes entendida como saberes intrínsecos a cada ser humano, respeitando a narrativa de cada sujeito – não mais entendida como saberes preliminares ou iniciais para a pesquisa. A escola referência foi a Escola Municipal Presidente Tancredo Neves localizada à rua Rad. Joaquim da Fonseca, 45, Céu Azul, Belo Horizonte (MG). Além da Aula Histórica, objetivou-se que os estudantes produzissem material informativo identificando a historicidade e cultura dos povos indígenas de Minas Gerais, organizado em um e-book. Criou-se um perfil no Instagram para os professores e professoras de História acessarem alguns dos materiais coletados ao longo do processo de desenvolvimento da pesquisa, assim como acessarem o e-book. Esta pesquisa não pretendeu encontrar e disponibilizar respostas definitivas sobre sua questão motivadora, mas estimular reflexões-ações para a valorização das culturas indígenas, principalmente dos povos indígenas em Minas Gerais, contribuindo para uma formação antirracista dos estudantes do Ensino Fundamental II, por meio das aulas de História.

Abstract

Assunto

Palavras-chave

Lei nº 11.645/2008, Povos indígenas, Minas Gerais, Temáticas indígenas, Etnomídia, Ensino de história, Aula histórica, Pesquisa-ação

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