Avaliação de uma tecnologia mHealth para a promoção da saúde vocal do professor
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
ADRIANE MESQUITA DE MEDEIROS
PEDRO ANDRÉ GUERREIRO MARTINS DE ARAÚJO
FABIANA COPELLI ZAMBON
PEDRO ANDRÉ GUERREIRO MARTINS DE ARAÚJO
FABIANA COPELLI ZAMBON
Resumo
Introdução: a eHealth é o uso de tecnologias de comunicação e informação destinados à melhoria da qualidade de prestação de serviços em saúde. Quando aplicada em dispositivos eletrônicos móveis, é designada mHealth, porque permite uma comunicação de modo contínuo, interativo com uso da internet sem fio e de fácil manuseio. As tecnologias mHealth oferecem maior mobilidade e acessibilidade aos serviços de saúde, além de possibilitarem o desenvolvimento de conteúdos de saúde interativos que despertam o interesse do usuário. Para professores, profissionais da voz com maior risco de desenvolver problemas vocais, o desenvolvimento dessas tecnologias pode contribuir para a promoção da saúde vocal. Objetivo: avaliar a usabilidade e aceitabilidade de uma ferramenta mHealth de promoção de saúde vocal e analisar sua associação com dados sociodemográficos, de trabalho, autoconhecimento sobre cuidados vocais, autopercepção da voz, desvantagem e sintomas de fadiga vocal em professores de ensino fundamental. Método: estudo observacional transversal, realizado com uma amostra de 277 professores do ensino fundamental da prefeitura de Belo Horizonte-Minas Gerais. Após os procedimentos éticos, todos os professores foram convidados, por meio eletrônico, a explorar uma tecnologia mHealth intitulada: Saúde e Voz/Versão brasileira, disponibilizada gratuitamente no site do Observavoz, que é integrado à Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Após a interação com a tecnologia, os participantes preencheram um questionário online. O instrumento investigou dados sociodemográficos, de trabalho, de autopercepção da voz, de sintomas de fadiga vocal, de desvantagem vocal voz e de conhecimentos sobre cuidados vocais pré-utilização da ferramenta e pós-utilização da ferramenta. Utilizou-se também a Escala de Usabilidade do Sistema (System Usability Scale, SUS), acrescida de um questionário de aceitabilidade, o Protocolo do Índice de Desvantagem Vocal (IDV-10) e o Protocolo Índice de Fadiga Vocal (IFV). Para o processamento e análise dos dados, utilizou-se o software SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versão 22.0. Para apresentar os resultados, realizou-se a análise descritiva e de associação dos dados. Para a análise de associação, utilizou-se os testes de correlação Qui-quadrado, Exato de Fisher, Mann Whitney e Wilcoxon, sendo considerado significante o valor de p ≤ 0,05. Resultados: a pontuação média do SUS foi 81,9 pontos; a média do escore total das questões de aceitabilidade foi 17,24. A pontuação média do IDV-10 foi 6,96 pontos e do IFV foi 21,11 pontos. Não observou-se associação entre usabilidade e as variáveis do estudo. A maioria dos participantes avaliou como alta a aceitabilidade da tecnologia (65,3%). Houve associação entre aceitabilidade e o trabalho em dois turnos (p=0,019) e entre aceitabilidade e usabilidade (p<0,001). Houve diferença ao comparar a autopercepção do conhecimento em cuidados vocais antes e após o uso da ferramenta. A média das notas autorreferidas antes da utilização foi de 7,77 e após o uso da ferramenta a nota média foi de 9,13 (p<0,001). Houve associação entre a usabilidade e a autopercepção do conhecimento sobre os cuidados com a voz, após a utilização da tecnologia (p=0,000). O item Mitos e verdades sobre a saúde da voz foi considerada a atividade mais importante para os cuidados com a voz (89,5%), e a atividade menos apreciada foi um jogo de revisão dos conhecimentos - Jogo das correspondências (28,2%). Conclusão: a tecnologia mHealth Saúde e Voz tem alta usabilidade e aceitabilidade para professores do ensino fundamental, e o conhecimento autorreferido sobre cuidados vocais aumenta após a sua utilização. As atividades interativas, ilustradas e com feedback imediato de respostas têm melhor aceitação dos professores e devem ser incentivadas em novas propostas mHealth de promoção da saúde vocal para professores. Não observa-se associação da usabilidade com autopercepção de desvantagem ou sintomas de fadiga vocal.
Abstract
Assunto
Aplicativos Móveis, Validação de Programas de Computador, Distúrbios da Voz, Promoção da Saúde, Professores Escolares
Palavras-chave
Aplicativos móveis, Validação de software, Distúrbios da voz, Promoção da saúde, Professores escolares