Direitos indígenas em disputa: Vacinação dos povos indígenas do Brasil durante a pandemia de COVID-19

dc.creatorClarice Rizzi Lage
dc.date.accessioned2024-08-22T12:34:57Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:18:23Z
dc.date.available2024-08-22T12:34:57Z
dc.date.issued2023-06-16
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/74616
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSaúde de Populações Indígenas
dc.subjectVacinas contra COVID-19
dc.subjectPolítica de Saúde
dc.subjectEquipe de Assistência ao Paciente
dc.subjectMetodologia como Assunto
dc.subjectPandemias
dc.subjectVacinação
dc.subject.otherPovos indígenas
dc.titleDireitos indígenas em disputa: Vacinação dos povos indígenas do Brasil durante a pandemia de COVID-19
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Marcelo Grossi Araújo
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8427940110469573
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/0089453844706107
local.description.resumoEssa pesquisa teve como objetivo geral analisar como se desenvolveram as políticas públicas relacionadas à vacinação contra a COVID-19 para os povos indígenas do Brasil, durante os dois primeiros anos da pandemia. Buscou-se identificar as contradições presentes no processo de vacinação, observar a contradição no discurso entre os poderes, verificar a posição das fontes jornalísticas de circulação nacional sobre o tema e identificar os processos de lutas indígenas durante a pandemia de COVID-19 no período avaliado. A metodologia utilizada foi a análise documental, fundamentada em documentos públicos e jornalísticos de circulação nacional que tratassem do tema durante o período de março de 2020 a março de 2022. Como fonte de pesquisa foram utilizados dois jornais: Folha de São Paulo e Estadão, além de documentos do Ministério da Saúde. Os documentos analisados revelaram disputas de narrativas que aconteceram durante o processo de garantia do direito à vacinação. A pandemia da COVID-19 ampliou as iniquidades sociais e, quanto aos povos indígenas, trouxe perdas humanas e de conhecimentos tradicionais imensuráveis. O Governo Federal, que deveria assegurar estes direitos, esteve na contramão desse processo, com falhas de gestão na organização logística da distribuição e aplicação de vacinas. Evidenciou-se o impacto das fake news, contribuindo para atraso da cobertura vacinal dos povos indígenas, como também para a recusa da vacinação. O Ministério da Saúde, ao não considerar a interculturalidade e a multiplicidade cultural e étnica, delegou às equipes de saúde local e comunidades indígenas o protagonismo de algumas ações de sucesso na vacinação. Os documentos ainda revelam que houve mobilização dos povos indígenas, apoiados por partidos de oposição e sociedade civil, no sentido de garantias de seus direitos, exemplificado por disputas jurídicas históricas como a ADPF 709. As principais limitações deste trabalho estão no número reduzido de fontes jornalísticas consultadas e na desproporção entre os núcleos temáticos nessas fontes. O processo de busca dos documentos do Ministério da Saúde apresentou vários entraves, desde falta de alguns documentos, desorganização no site de busca e até dificuldades nas ferramentas de busca, o que pode ter resultado em falta de documentos na análise.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência

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