Doppler transcraniano e doença cerebrovascular em crianças com anemia falciforme acompanhadas no Hemocentro de Belo Horizonte/MG

dc.creatorAlessandra Palhoni Sabarense Brandão
dc.creatorMarcos Borato Viana
dc.creatorCélia Maria Silva
dc.date.accessioned2021-10-05T15:09:27Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:45:08Z
dc.date.available2021-10-05T15:09:27Z
dc.date.issued2021-06-23
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38277
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnemia Falciforme
dc.subjectAcidente Vascular Cerebral
dc.subjectPrevenção Primária
dc.subjectUltrassonografia Doppler Transcraniana
dc.subjectHidroxiureia
dc.subject.otherAnemia falciforme
dc.subject.otherPrevenção primária
dc.subject.otherHidroxiureia
dc.subject.otherAcidente vascular cerebral
dc.subject.otherUltrassonografia doppler transcraniana
dc.titleDoppler transcraniano e doença cerebrovascular em crianças com anemia falciforme acompanhadas no Hemocentro de Belo Horizonte/MG
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Célia Maria Silva
local.contributor.advisor1Marcos Borato Viana
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6707055443168938
local.contributor.referee1Ana Cláudia Celestino Bezerra Leite
local.contributor.referee1Célia Martins Campanaro
local.contributor.referee1Roberta Maia de Castro Romanelli
local.contributor.referee1Camila Silva Peres Cancela
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8915135961651493
local.description.resumoO acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) é complicação grave da anemia falciforme (AF). O Doppler Transcraniano (DTC) é instrumento de rastreamento de risco para AVCi. O objetivo geral do estudo foi descrever o uso do DTC na detecção da doença cerebrovascular (DCV) em crianças com AF. Os objetivos específicos foram classificar os resultados dos exames de DTC quanto ao risco de AVCi; descrever a evolução clínica de crianças com AF que apresentaram alto risco para AVCi pelo DTC ou nas quais detectaram-se alterações relevantes na angiorressonância magnética (ARM) e que se submeteram ao programa de transfusão regular (PTR) e/ou hidroxiureia (HU) entre 2007-2018; e comparar o grupo de crianças nascidas entre 2005 e 2008, seguidas até 2014, com aquelas nascidas entre 2009 e 2012, seguidas até 2018, verificando a incidência de DTC alterado e os desfechos observados. Trata-se de estudo de coorte neonatal, retrospectivo/prospectivo, com crianças nascidas entre 1999-2014, com HbSS ou Sβ0-talassemia, que realizaram DTC pelo menos uma vez. As informações foram retiradas dos prontuários médicos e lançadas num banco de dados. A coorte constou de 712 crianças, 372 do sexo feminino e 340, do masculino. A maioria delas (94,0%) apresentou o subtipo SS. Dez crianças (1,4%) faleceram durante o seguimento clínico, por causas não relacionadas à DCV. Foram realizados 3.235 exames de DTC. Destes, 2.303 (71,2%) foram classificados como “baixo risco” e 162 (5,0%) “alto risco”. A idade média ao primeiro exame de DTC foi de 3,3 anos. Detectou-se DTC de alto risco (n=45) ou ARM com vasculopatia cerebral (n=9), quando o DTC era inconclusivo, em 54 crianças (7,5%), todas com HbSS. Dentre estas, 51 iniciaram PTR; em três houve recusa familiar. De 43 crianças com DTC de alto risco que iniciaram a PTR, 29 (67,4%) apresentaram reversão para baixo risco. Em 18 delas (62%) iniciou-se HU na dose máxima tolerada (DMT) antes da suspensão das transfusões. Não se observou AVCi em nenhum desses 29 casos. Oito crianças (18,6%) mantiveram alto risco ao DTC, mesmo utilizando a associação PTR/HU; duas sofreram AVCi. Das 45 (6,3%) crianças da coorte global que sofreram AVCi, 33 (73,3%) apresentaram o evento antes da realização do primeiro exame de DTC. Quanto ao uso da hidroxiureia, 455 crianças (63,9%) a iniciaram por um ou mais critérios de inclusão de acordo com o Ministério da Saúde, sendo 127 crianças (27,9%) por motivo de DCV, isoladamente ou em associação com outras indicações. Comparando-se dois subgrupos da coorte conforme a data de nascimento das crianças (2005-2008 versus 2009-2012), a diferença, quando foram somados os eventos que caracterizavam DCV, não foi estatisticamente significativa: 12,6% vs 10,4% (P= 0,61). Em conclusão, o DTC confirmou-se como instrumento viável para rastreamento de casos com risco de AVCi. As transfusões profiláticas foram efetivas para a prevenção do evento primário. Novas estratégias para prevenção de AVCi com HU e novas drogas, além do transplante de medula óssea, são necessárias.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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