O impacto do nível de evidência científica em preprints sobre Covid-19: a atenção online recebida em seus compartilhamentos no Twitter (X) Brasil

dc.creatorEduardo Santos Rocha
dc.date.accessioned2025-11-14T12:45:17Z
dc.date.issued2025-05-08
dc.description.abstractO nível de evidência científica das pesquisas desempenha um importante papel no debate público da ciência e na tomada de decisões em protocolos de saúde, especialmente em crises como a pandemia de COVID-19. No contexto da comunicação científica rápida, na forma de preprint, o nível de evidência é ainda mais essencial, uma vez que a circulação desta modalidade de publicação pode ser benéfica para a tomada de decisões emergenciais, mas também exige cautela na interpretação dos dados. Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar o nível de evidência científica dos preprints sobre COVID-19 compartilhados no Twitter (X) no Brasil, entre 2020 e junho de 2023 e o impacto desses compartilhamentos no debate público sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Método: O estudo mapeou na base Dimensions os preprints sobre COVID-19 com maior pontuação altmétrica entre os anos de 2020 a junho de 2023, identificando o nível de evidência científica de cada um deles, bem como o teor de seus compartilhamentos no Twitter (X). Foram utilizados procedimentos de revisão de literatura, pesquisa documental, análise da evidência científica das pesquisas, análise de conteúdo e análise altmétrica. Resultados: Dentre os 55 preprints que compõe o corpus do presente estudo, 15 deles foram depositados em 2020, 27 em 2021 e 13 em 2022. Quanto aos repositórios, 43 preprints foram depositados no medRxiv, 10 no bioRxiv e 2 no Research Square. A categorização dos estudos apontou que 30% dos preprints foram classificados como <Prevenção=, 27% como <Estudos Clínicos=, 18% como <Variantes=, 16% como <Transmissão= e 7% como <Tratamento-Drogas=. Mundialmente, os preprints classificados como <Estudos Clínicos= obtiveram maior atenção online com 188.561 compartilhamentos, seguidos dos estudos de <Prevenção= com 181.833 compartilhamentos. Os preprints classificados como <Variantes=, <Transmissão= e <Tratamento-Drogas=obtiveram respectivamente 104.242,98.921 e 38.689 compartilhamentos. No caso do Brasil, os preprints classificados como <Transmissão= obtiveram 3.640 compartilhamentos, seguidos dos estudos sobre <Tratamento- Drogas=, com 2.522 compartilhamentos e <Estudos Clínicos=, com 2.079 compartilhamentos. Houve menor atenção online e debate público dos preprints classificados como <Prevenção= e <Variantes= que alcançaram, respectivamente 1.967 e 708 compartilhamentos. A pesquisa identificou que quanto mais baixo o nível de evidência científica dos preprints, mais eles foram compartilhados, tanto no Brasil como mundialmente. Mensagens categorizadas como <movimento anti-vacina= foram as mais recorrentes e parte expressiva dos usuários se autoapresenta como <conservador=. Conclusões: O presente estudo constatou uma tendência à disseminação de notícias falsas e ou deturpadas a partir da então eminente produção científica sobre a pandemia do novo coronavírus. O elevado nível de desinformação presente nesses compartilhamentos evidenciou a necessidade de que informações científicas sejam interpretadas a partir de evidências científicas, em contraposição a discursos contrários à ciência.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/837
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectCiência da informação
dc.subjectComunicação na ciência
dc.subjectCOVID- 19 Pandemia, 2020-2023
dc.subjectDesinformação
dc.subjectRedes sociais on-line
dc.subject.otherComunicação científica; Evidência científica. COVID-19; Altmetria; Desinformação.
dc.titleO impacto do nível de evidência científica em preprints sobre Covid-19: a atenção online recebida em seus compartilhamentos no Twitter (X) Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Ronaldo Ferreira de Araújo
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3328212638040851
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4462983854741302
local.description.embargo2025-05-08
local.description.resumoO nível de evidência científica das pesquisas desempenha um importante papel no debate público da ciência e na tomada de decisões em protocolos de saúde, especialmente em crises como a pandemia de COVID-19. No contexto da comunicação científica rápida, na forma de preprint, o nível de evidência é ainda mais essencial, uma vez que a circulação desta modalidade de publicação pode ser benéfica para a tomada de decisões emergenciais, mas também exige cautela na interpretação dos dados. Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar o nível de evidência científica dos preprints sobre COVID-19 compartilhados no Twitter (X) no Brasil, entre 2020 e junho de 2023 e o impacto desses compartilhamentos no debate público sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Método: O estudo mapeou na base Dimensions os preprints sobre COVID-19 com maior pontuação altmétrica entre os anos de 2020 a junho de 2023, identificando o nível de evidência científica de cada um deles, bem como o teor de seus compartilhamentos no Twitter (X). Foram utilizados procedimentos de revisão de literatura, pesquisa documental, análise da evidência científica das pesquisas, análise de conteúdo e análise altmétrica. Resultados: Dentre os 55 preprints que compõe o corpus do presente estudo, 15 deles foram depositados em 2020, 27 em 2021 e 13 em 2022. Quanto aos repositórios, 43 preprints foram depositados no medRxiv, 10 no bioRxiv e 2 no Research Square. A categorização dos estudos apontou que 30% dos preprints foram classificados como "Prevenção", 27% como "Estudos Clínicos", 18% como "Variantes", 16% como "Transmissão" e 7% como "Tratamento-Drogas". Mundialmente, os preprints classificados como "Estudos Clínicos" obtiveram maior atenção online com 188.561 compartilhamentos, seguidos dos estudos de "Prevenção" com 181.833 compartilhamentos. Os preprints classificados como "Variantes", "Transmissão" e "Tratamento-Drogas"obtiveram respectivamente 104.242, 98.921 e 38.689 compartilhamentos. No caso do Brasil, os preprints classificados como "Transmissão" obtiveram 3.640 compartilhamentos, seguidos dos estudos sobre "Tratamento- Drogas", com 2.522 compartilhamentos e "Estudos Clínicos", com 2.079 compartilhamentos. Houve menor atenção online e debate público dos preprints classificados como "Prevenção" e "Variantes" que alcançaram, respectivamente 1.967 e 708 compartilhamentos. A pesquisa identificou que quanto mais baixo o nível de evidência científica dos preprints, mais eles foram compartilhados, tanto no Brasil como mundialmente. Mensagens categorizadas como "movimento anti-vacina" foram as mais recorrentes e parte expressiva dos usuários se autoapresenta como "conservador". Conclusões: O presente estudo constatou uma tendência à disseminação de notícias falsas e ou deturpadas a partir da então eminente produção científica sobre a pandemia do novo coronavírus. O elevado nível de desinformação presente nesses compartilhamentos evidenciou a necessidade de que informações científicas sejam interpretadas a partir de evidências científicas, em contraposição a discursos contrários à ciência.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentECI - ESCOLA DE CIENCIA DA INFORMAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Gestão e Organização do Conhecimento
local.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAO

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