O tempo originário em Martin Heidegger : a interpretação heideggeriana da imaginação transcendental de Kant

dc.creatorDiego Carmo de Sousa
dc.date.accessioned2026-03-11T20:49:34Z
dc.date.issued2025-12-12
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/2094
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
dc.subjectFilosofia - Teses
dc.subjectImaginação (Filosofia) - Teses
dc.subjectOntologia - Teses
dc.subjectHeidegger, Martin, 1889-1976
dc.subjectKant, Immanuel, 1724-1804
dc.subject.otherHeidegger
dc.subject.otherCrítica da razão pura
dc.subject.otherTemporalidade
dc.subject.otherSíntese tripla
dc.subject.otherImaginação transcendental
dc.titleO tempo originário em Martin Heidegger : a interpretação heideggeriana da imaginação transcendental de Kant
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Alice Mara Serra
local.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/6251667363100903
local.contributor.referee1Wagner Dalla Costa Félix
local.contributor.referee1Giorgia Cecchinato
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/6332063705471764
local.description.resumoA presente dissertação propõe uma reconstrução da leitura de Heidegger da filosofia de Kant exposta na Crítica da Razão Pura (1781), conforme apresentado especialmente nas obras Kant e o problema da metafísica (1929) e Interpretação fenomenológica da Crítica da Razão Pura de Kant (1927-28). Segundo Heidegger, em sua busca pela fundamentação do conhecimento, Kant teria, de fato, antecipado a tese da temporalidade originária constitutiva do Dasein, mas teria recuado dessa descoberta na segunda edição da CRP, em 1787. A tese central é de que a imaginação transcendental (Einbildungskraft) vinculada ao tempo é a raiz comum das duas fontes do conhecimento (intuição e entendimento), tendo essa concepção sido fundamental para a formulação de Ser e Tempo (1927) e para o que Heidegger denomina de "destruição da ontologia tradicional". O trabalho é estruturado em três capítulos. O primeiro aborda a questão do tempo, diferenciando a concepção vulgar e científica em relação à temporalidade (Zeitlichkeit) concebida como unidade ekstática do tempo (futuro, passado e presente) com certa primazia do futuro. O segundo capítulo detalha a importância de Kant para Heidegger e os sentidos de sua interpretação da filosofia transcendental kantiana como fundamentação da ontologia, em detrimento do enquadramento (predominante no neokantismo) da CRP como teoria do conhecimento. O terceiro capítulo foca na interpretação heideggeriana da tríplice síntese da imaginação na primeira edição da CRP (A99-A103), destacando o modo pelo qual o tempo puro é revelado: a síntese da apreensão na intuição (relacionada ao presente); a síntese da reprodução na imaginação (relacionada ao passado) e a síntese da recognição no conceito (relacionada ao horizonte do possível, ao futuro). Afirmando divergências interpretativas com o neokantismo e com Beatrice Longuenesse, que enfatiza o papel do poder de julgar (Urteilskraft) em contraste com a primazia da imaginação transcendental defendida por Heidegger, o trabalho sustenta a importância para a obra de Heidegger da ênfase no papel constitutivo da imaginação como espontaneidade receptiva.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8695-4005
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAFICH - FACULDADE DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA

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