O tempo é minha casa: uma leitura das obras Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, de Mia Couto, e Rio dos bons sinais, de Nelson Saúte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Sonia Maria de Melo Queiroz
Terezinha Taborda Moreira

Resumo

Buscamos analisar no romance Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, de Mia Couto, e nos contos reunidos no livro "Rio dos Bons Sinais", de Nelson Saúte, o modo como a performance dos narradores realiza, traduz e recria, no corpo da enunciação, a lógica dos contadores tradicionalmente orais. Para tanto, averiguamos como se estruturam, nas narrativas, o entrelaçamento, muitas vezes em tensão, das textualidades orais e escritas. Embasamo-nos nas reflexões de Jean Derive, Hampâté Bâ e Kwane Anthony Appiah sobre a importância da oralidade em África. Os conceitos de oralitura, tempo espiralar, ambos de Leda Maria Martins, bem como o de narrador performático, de Teresinha Taborda Moreira, foram cruciais para compreendermos e elucidarmos alguns dos processos da elaboração ficcional. Contamos também com a noção de consignação, cunhada por Jacques Derrida, em Mal de Arquivo.

Abstract

Assunto

Morte na literatura, Narrativa (Retórica), Contos africanos, Oralidade, Couto, Mia, 1955- Rio chamado tempo, uma casa chamada terra Crítica e interpretação, Saúte, Nelson, 1967- Rio dos bons sinais Crítica e interpretação, Tempo na literatura

Palavras-chave

oralitura, Mia Couto, narrador performático, Nelson Saúte, tempo espiralar

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