The role of tourism and sociobiodiversity for territorial development in Brazil

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Sergio Villamayor Tomas
Carlos Alberto Cioce Sampaio
Ana Paula Guimarães Santos de Oliveira
Ricardo Alexandrino Garcia

Resumo

A alta demanda pela produção de commodities agrícolas tem sido associada à perda da cobertura vegetal nativa e saberes tradicionais associados ao uso da biodiversidade no Brasil. A gestão sustentável das paisagens pode reverter esta tendência ao promover sinergias entre importantes serviços ecossistêmicos (por exemplo, provisão, regulação e recreação), a fim de garantir que estes estejam disponíveis para as gerações presentes e futuras. Esta tese explora por que, onde e como existe escopo para fomentar sinergias entre serviços de recreação e provisão de valores materiais e imateriais associados ao uso da biodiversidade, i.e., sociobiodiversidade. O objetivo deste trabalho é identificar quais são as variáveis biofísicas e culturais bem como e as condições-chave de governança, para que o turismo possa agregar aos valores materiais e imateriais associados à sociobiodiversidade Brasileira aliados à manutenção da vegetação nativa em pé. Abordagens de pesquisa multidisciplinar e interdisciplinar envolvendo ciências ambientais e ciências sociais aplicadas foram utilizadas para realizar a revisão de literatura, coleta de dados, modelagem espacialmente explícita e análise de estudos de caso para apoiar os resultados apresentados em cinco capítulos. Cada capítulo da dissertação foca em responder por que, onde e como implementar modalidades de turismo (turismo de base comunitária - TBC, ecoturismo e agroturismo) alinhadas com o uso da biodiversidade, incluindo uma variedade de produtos florestais não-madeireiros (PFNMs) que são coletados usando habilidades e conhecimentos das comunidades tradicionais como açaí, pequi, erva-mate, entre outros. Após a introdução e contextualização do problema, o capítulo 2 mostra que existem iniciativas de TBC, ecoturismo e agroturismo que já agregam valor à sociobiodiversidade Brasileira, mas que muitas vezes são fragmentadas e ocorrem apenas na escala local. Os capítulos 3, 4 e 5 exploram, em escala nacional, quais são as áreas que têm o potencial biofísico e cultural para maximizar as boas práticas das iniciativas locais. Os capítulos 3 e 4 mapeiam pontos quentes com base em variáveis espacialmente explícitas específicas para o TBC na Amazônia, Cerrado e Caatinga incluindo a definição e o mapeamento de 15 Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) no Brasil. Por outro lado, o capítulo 5 inclui novas variáveis e identifica áreas potenciais para o ecoturismo também na Mata Atlântica. Finalmente, o capítulo 6 lista as condições-chave de governança para implementar o turismo e a sociobiodiversidade como estratégias à escala da paisagem em contextos específicos. Os resultados mostram que existem 131 iniciativas locais e a soma da área média dos pontos quentes capazes de fomentar modalidades de turismo e a sociobiodiversidade ultrapassa 2 milhões de hectares na Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Contudo, os resultados também destacam que faltam ações concretas para transformar este potencial em realidade em contextos específicos nesses biomas. Esta tese discute 10 condições-chave para que o turismo e a sociobiodiversidade sejam promovidos sinergicamente para desempenhar seu papel para o desenvolvimento territorial no Brasil, alinhado com a conservação da vegetação nativa em pé.

Abstract

A alta demanda pela produção de commodities agrícolas tem sido associada à perda da cobertura vegetal nativa e saberes tradicionais associados ao uso da biodiversidade no Brasil. A gestão sustentável das paisagens pode reverter esta tendência ao promover sinergias entre importantes serviços ecossistêmicos (por exemplo, provisão, regulação e recreação), a fim de garantir que estes estejam disponíveis para as gerações presentes e futuras. Esta tese explora por que, onde e como existe escopo para fomentar sinergias entre serviços de recreação e provisão de valores materiais e imateriais associados ao uso da biodiversidade, i.e., sociobiodiversidade. O objetivo deste trabalho é identificar quais são as variáveis biofísicas e culturais bem como e as condições-chave de governança, para que o turismo possa agregar aos valores materiais e imateriais associados à sociobiodiversidade Brasileira aliados à manutenção da vegetação nativa em pé. Abordagens de pesquisa multidisciplinar e interdisciplinar envolvendo ciências ambientais e ciências sociais aplicadas foram utilizadas para realizar a revisão de literatura, coleta de dados, modelagem espacialmente explícita e análise de estudos de caso para apoiar os resultados apresentados em cinco capítulos. Cada capítulo da dissertação foca em responder por que, onde e como implementar modalidades de turismo (turismo de base comunitária - TBC, ecoturismo e agroturismo) alinhadas com o uso da biodiversidade, incluindo uma variedade de produtos florestais não-madeireiros (PFNMs) que são coletados usando habilidades e conhecimentos das comunidades tradicionais como açaí, pequi, erva-mate, entre outros. Após a introdução e contextualização do problema, o capítulo 2 mostra que existem iniciativas de TBC, ecoturismo e agroturismo que já agregam valor à sociobiodiversidade Brasileira, mas que muitas vezes são fragmentadas e ocorrem apenas na escala local. Os capítulos 3, 4 e 5 exploram, em escala nacional, quais são as áreas que têm o potencial biofísico e cultural para maximizar as boas práticas das iniciativas locais. Os capítulos 3 e 4 mapeiam pontos quentes com base em variáveis espacialmente explícitas específicas para o TBC na Amazônia, Cerrado e Caatinga incluindo a definição e o mapeamento de 15 Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) no Brasil. Por outro lado, o capítulo 5 inclui novas variáveis e identifica áreas potenciais para o ecoturismo também na Mata Atlântica. Finalmente, o capítulo 6 lista as condições-chave de governança para implementar o turismo e a sociobiodiversidade como estratégias à escala da paisagem em contextos específicos. Os resultados mostram que existem 131 iniciativas locais e a soma da área média dos pontos quentes capazes de fomentar modalidades de turismo e a sociobiodiversidade ultrapassa 2 milhões de hectares na Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Contudo, os resultados também destacam que faltam ações concretas para transformar este potencial em realidade em contextos específicos nesses biomas. Esta tese discute 10 condições-chave para que o turismo e a sociobiodiversidade sejam promovidos sinergicamente para desempenhar seu papel para o desenvolvimento territorial no Brasil, alinhado com a conservação da vegetação nativa em pé.

Assunto

Modelagem de dados – Aspectos ambientais, Turismo – Brasil, Sustentabilidade, Paisagens – Brasil

Palavras-chave

integrated landscape management;, tourism planning;, cultural ecosystem services;, vegetal extractivism;, spatially explicit modeling;

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