O caminho enviesado: a vida re-apresentada em Grande Sertão: veredas, de João Guimarães Rosa

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Luís André Nepomuceno
Jacyntho Jose Lins Brandao

Resumo

A proposta deste trabalho é discutir alguns aspectos e questões da Teoria da Literatura tendo como corpus literário o romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Dentro da proposta a que nos dedicamos, discutimos, temas ligados à representação, ou mímesis, conceitos que os filósofos Platão e Aristóteles introduziram nos estudos que hoje chamamos literários e que são, por mérito, temas relevantes das adjacências literárias. A representação que em Platão era subversiva, que em Aristóteles era necessária, e que nos estudos é evidente, leva-nos a refletir acerca do constructo literário. A mímesis foi associada, no primeiro capítulo, aos mecanismos diegético da Memória, antia e venerada Deusa, passando pelas questões evidentes dos dois filósofos, a imitação e a representação, para chegar ao mecanismo diegético do narrador e, por não, único personagem do romance rosiano, que, ano final, nos leva a conclusões de que o que ele faz é apresentar-se - e não imitar ou representar - fazendo-o, antes de tudo, a si mesmo, e não ao interlocutor que parece acompanhá-lo durante toda a narrativa. Desta forma, ele nos leva a um outro aspecto inerente à mímesis, ou seja, à catarse que este narrador se fará promover.

Abstract

Assunto

Catarse, Mimeses na literatura, Rosa, João Guimarães, 1908-1967 Grande Sertão Veredas Crítica e interpretação, Literatura Filosofia, Riobaldo (Personagem literário)

Palavras-chave

Catarse, Filosofia, Mímesis, Riobaldo, Teoria da Literatura, Grande Sertão

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