Procedimento anestésico para vasectomia e realização de exames complementares em órix-do-cabo (Oryx gazella)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Lucas Belchior Souza de Oliveira
Bruna Hermine de Campos
Bruna Hermine de Campos
Resumo
O manejo de animais selvagens exige o uso de técnicas que garantam a segurança tanto dos
animais quanto da equipe envolvida. Em ungulados selvagens o estresse tem grande
importância fisiológica, podendo levar o animal inclusive ao óbito, e além dos riscos
relacionados ao estresse, também existem riscos relacionados ao procedimento anestésico em
si, portanto, é extremamente importante uma equipe capacitada para trabalhar com estas
espécies, a fim de se evitar intercorrências nestes procedimentos. A vasectomia é um
procedimento cirúrgico que visa o controle reprodutivo ao mesmo tempo em que se preserva
as glândulas sexuais, e, portanto, a produção hormonal do animal. Em animais selvagens essa
produção hormonal pode ser essencial para garantir a expressão de comportamentos normais.
O presente relato tem como objetivo descrever o procedimento anestésico em um órix-do-cabo
(Oryx gazella), de 9 anos de idade, com peso estimado de 200 Kg, para a realização de
procedimento de vasectomia, tuberculinização e coleta de sangue. O animal recebeu dardo
anestésico intramuscular contendo 500 mg de Zoletil
®
(250 mg de zolazepam e 250 mg de
tiletamina) e 120 mg de xilazina, o que promoveu uma rápida indução. Também foram feitos 5
mL de propofol intravenoso (dose de 4 mg/Kg). Ao final do procedimento foi utilizada
ioimbina intramuscular na dose de 0,125 mg/Kg com o intuito de reverter a xilazina, porém
não se obteve o efeito desejado. Uma segunda aplicação intramuscular de ioimbina, dessa vez
na dose de 0,15 mg/Kg foi realizada 5 horas após a primeira aplicação, porém também não foi
eficaz para acelerar a recuperação do órix. A anestesia foi eficaz para a realização do
procedimento cirúrgico, do exame de tuberculose e para a coleta de sangue, porém teve como
efeitos indesejados uma produção excessiva de saliva e um tempo de recuperação muito
elevado. A hipótese formulada para a razão do retorno anestésico lento foi uso de dose maior
que 2.5 mg/Kg de Zoletil
®
e, principalmente, o uso da ioimbina como reversor da xilazina,
que, segundo a literatura, não é efetiva para a recuperação anestésica de ruminantes,
especialmente bovídeos selvagens. Uma alternativa mais eficaz em relação ao uso da ioimbina
seria a utilização do atipamezol. Também se conclui que exames de rotina são de suma
importância para a medicina veterinária preventiva de zoológicos, porém algumas espécies
têm esses exames dificultados por serem de difícil contenção.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Antílope, Vasectomia