Procedimento anestésico para vasectomia e realização de exames complementares em órix-do-cabo (Oryx gazella)

dc.creatorCarolina Rios da Silva
dc.date.accessioned2024-03-07T13:52:06Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:33:38Z
dc.date.available2024-03-07T13:52:06Z
dc.date.issued2023-12-12
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/65414
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherAntílope
dc.subject.otherVasectomia
dc.titleProcedimento anestésico para vasectomia e realização de exames complementares em órix-do-cabo (Oryx gazella)
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Marcelo Pires Nogueira de Carvalho
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7655815764651961
local.contributor.referee1Lucas Belchior Souza de Oliveira
local.contributor.referee1Bruna Hermine de Campos
local.description.resumoO manejo de animais selvagens exige o uso de técnicas que garantam a segurança tanto dos animais quanto da equipe envolvida. Em ungulados selvagens o estresse tem grande importância fisiológica, podendo levar o animal inclusive ao óbito, e além dos riscos relacionados ao estresse, também existem riscos relacionados ao procedimento anestésico em si, portanto, é extremamente importante uma equipe capacitada para trabalhar com estas espécies, a fim de se evitar intercorrências nestes procedimentos. A vasectomia é um procedimento cirúrgico que visa o controle reprodutivo ao mesmo tempo em que se preserva as glândulas sexuais, e, portanto, a produção hormonal do animal. Em animais selvagens essa produção hormonal pode ser essencial para garantir a expressão de comportamentos normais. O presente relato tem como objetivo descrever o procedimento anestésico em um órix-do-cabo (Oryx gazella), de 9 anos de idade, com peso estimado de 200 Kg, para a realização de procedimento de vasectomia, tuberculinização e coleta de sangue. O animal recebeu dardo anestésico intramuscular contendo 500 mg de Zoletil ® (250 mg de zolazepam e 250 mg de tiletamina) e 120 mg de xilazina, o que promoveu uma rápida indução. Também foram feitos 5 mL de propofol intravenoso (dose de 4 mg/Kg). Ao final do procedimento foi utilizada ioimbina intramuscular na dose de 0,125 mg/Kg com o intuito de reverter a xilazina, porém não se obteve o efeito desejado. Uma segunda aplicação intramuscular de ioimbina, dessa vez na dose de 0,15 mg/Kg foi realizada 5 horas após a primeira aplicação, porém também não foi eficaz para acelerar a recuperação do órix. A anestesia foi eficaz para a realização do procedimento cirúrgico, do exame de tuberculose e para a coleta de sangue, porém teve como efeitos indesejados uma produção excessiva de saliva e um tempo de recuperação muito elevado. A hipótese formulada para a razão do retorno anestésico lento foi uso de dose maior que 2.5 mg/Kg de Zoletil ® e, principalmente, o uso da ioimbina como reversor da xilazina, que, segundo a literatura, não é efetiva para a recuperação anestésica de ruminantes, especialmente bovídeos selvagens. Uma alternativa mais eficaz em relação ao uso da ioimbina seria a utilização do atipamezol. Também se conclui que exames de rotina são de suma importância para a medicina veterinária preventiva de zoológicos, porém algumas espécies têm esses exames dificultados por serem de difícil contenção.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentVETER - ESCOLA DE VETERINARIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programCurso de Especialização em Residência em Medicina Veterinária I

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