A construção do Plano Diretor em Caeté e as (im)possibilidades à participação social

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Sergio Manuel Merencio Martins
Maria Cristina Villefort Teixeira

Resumo

Esta pesquisa objetiva elucidar as possibilidades e entraves à participação social no processo de elaboração do Plano Diretor que se desenvolve em Caeté-MG.Trata-se de um processo sociopolítico com a criação de esferas de participação democrática, tal qual previsto na Lei 10.257 de 10/07/2001. São estruturadores os apontamentos de Henri Lefebvre os quais tomam o espaço por instrumentno, passível de disputas, entre grupos com divergentes propósitos, e discursos. Bem como a sociologia de Pierre Bourdieu, apta a apontar o campo e as disputas entre os diferentes agentes e seus capitais pela conformação do espaço a seus princípios, a partir da instauração do poder simbólico. A cidadania o direito a ter direitos aí se insinua ou naufraga, conforme Dagnino.A análise aponta para constrangimentos à realização plena da cidadania seja pela relação de favores que a sociedade mantém com agentes do Estado e/ou pela ausência do dissenso (Ranciére), razão que instaura a política por aceitar a diferença. Tais determinações ensejam somente consultas à sociedade e não o direito à deliberação. A doxa representada pelo desenvolvimento sustentável via mineração vem se rebatendo sobre a elaboração do Plano Diretor, onde o Metacapital do Estado tem forçado ao consenso, portanto negação da política e da cidadania.

Abstract

Assunto

Planejamento urbano Caeté (MG), Cidadania Caeté (MG), Caeté (MG), Poder (Ciências sociais), Participação social Caeté (MG)

Palavras-chave

cidadania, poder simbólico, Plano Diretor, participação, dissenso

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