Avaliação de conteúdo relacionado ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade no TiKTok: Análise de qualidade em um contexto brasileiro
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Victor Rodrigues Santos
Juliana Carvalho Tavares
Roberta dos Santos Ribeiro
Juliana Carvalho Tavares
Roberta dos Santos Ribeiro
Resumo
Introdução:O TikTok, lançado em 2016, tornou-se uma plataforma proeminente com mais de um bilhão de usuários ativos mensais. Nos EUA, tem 150 milhões de usuários, seguido pela Indonésia e Brasil. No Brasil, a plataforma é popular entre os jovens, com quase 99 milhões de usuários, sendo 45% deles entre 19 e 29 anos e 52% mulheres. O TikTok se destaca pelo seu algoritmo de recomendação personalizado, que aprende continuamente sobre os interesses do usuário. Fatores como curtidas, compartilhamentos e visualizações influenciam as recomendações. A plataforma enfrenta desafios como a desinformação, mas continua a ter um impacto significativo na cultura digital.Objetivo: A pesquisa tem como objetivo identificar e analisar vídeos populares do TikTok sobre TDAH, com foco em sintomas, diagnóstico, experiências pessoais e manejo. O estudo avalia a qualidade e a compreensibilidade das informações para garantir a disseminação confiável do conhecimento na plataforma. Métodos: Em 10 de maio de 2024, o estudo analisou vídeos populares do TikTok com a hashtag “#tdah” relacionada ao TDAH. Dois especialistas classificaram vídeos relevantes como “úteis”, “experiências pessoais”, “enganosos” ou “meme”. A qualidade da informação foi avaliada pelos critérios PEMAT-A/V. As análises estatísticas garantiram confiabilidade e abrangência, contribuindo para a divulgação de informações precisas sobre o TDAH. Resultados: Foram analisados 400 vídeos na plataforma, seguindo os critérios estabelecidos. Destes, 51,75% foram excluídos: 2% não tinham relação com TDAH, 3,75% não tinham áudio ou texto, 15% estavam em idioma diferente do português e 31% estavam duplicados, seja por análise duplo-cego ou pelo mesmo vídeo aparecendo em páginas diferentes. Entre os vídeos classificados, 25% foram identificados como úteis, 23% como experiências pessoais, 27% como enganosos e 25% como memes. As pontuações PEMAT-A/V foram 0,48±0,02 para vídeos úteis e 0,28±0,14 para vídeos enganosos. Os resultados do teste t de Student demonstraram diferença significativa (p
< 0,001). Conclusão: Os resultados mostram que, após aplicação dos critérios de exclusão, os demais vídeos foram categorizados de forma a refletir a diversidade de conteúdos sobre TDAH na plataforma. O elevado percentual de vídeos enganosos e a presença significativa de memes indicam uma necessidade urgente de melhor controle de qualidade e de fontes confiáveis para divulgação de informações sobre o TDAH. A diferença significativa (p < 0,001) sugere que os vídeos úteis são significativamente superiores em termos de qualidade e utilidade em comparação aos vídeos enganosos, conforme avaliado pelo PEMAT-A/V. A baixa variabilidade nas pontuações de vídeos úteis indica qualidade mediana entre esses vídeos. Por
outro lado, a maior variabilidade nas pontuações de vídeos enganosos sugere uma gama mais ampla na qualidade e utilidade deste conteúdo.
Abstract
Introduction: TikTok, launched in 2016, has become a prominent platform with over one billion
monthly active users. In the US, it has 150 million users, followed by Indonesia and Brazil. In
Brazil, the platform is popular among young people, with nearly 99 million users, 45% of whom
are between 19 and 29 years old, and 52% are women. TikTok stands out for its personalized
recommendation algorithm, which continuously learns about users' interests. Factors such as
likes, shares, and views influence recommendations. The platform faces challenges like
misinformation but continues to have a significant impact on digital culture. Objective: The
research aims to identify and analyze popular TikTok videos about ADHD, focusing on
symptoms, diagnosis, personal experiences, and management. The study evaluates the quality
and comprehensibility of the information to ensure reliable knowledge dissemination on the
platform. Methods: On May 10, 2024, the study analyzed popular TikTok videos with the
hashtag "#tdah" related to ADHD. Two experts classified relevant videos as "useful," "personal
experiences," "misleading," or "meme." The quality of the information was evaluated using
PEMAT-A/V criteria. Statistical analyses ensured reliability and comprehensiveness,
contributing to the dissemination of accurate information about ADHD. Results: A total of 400
videos were analyzed on the platform following the established criteria. Of these, 51.75% were
excluded: 2% were unrelated to ADHD, 3.75% had no audio or text, 15% were in a language
other than Portuguese, and 31% were duplicates, either by double-blind analysis or the same
video appearing on different pages. Among the classified videos, 25% were identified as useful,
23% as personal experiences, 27% as misleading, and 25% as memes. The PEMAT-A/V scores
were 0.48±0.02 for useful videos and 0.28±0.14 for misleading videos. Student's t-test results
showed a significant difference (p < 0.001). Conclusion: The results show that after applying
the exclusion criteria, the remaining videos were categorized to reflect the diversity of content
about ADHD on the platform. The high percentage of misleading videos and the significant
presence of memes indicate an urgent need for better quality control and reliable sources for
disseminating information about ADHD. The significant difference (p < 0.001) suggests that
useful videos are significantly superior in terms of quality and utility compared to misleading
videos, as assessed by PEMAT-A/V. The low variability in scores for useful videos indicates a
median quality among these videos. On the other hand, the greater variability in scores for
misleading videos suggests a wider range in the quality and utility of this content.
Assunto
Neurociências, TTranstorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade, Desinformação, Saúde Mental, Mídia social
Palavras-chave
TDAH, TikTok, saúde mental, desinformação