Da insurgência à ressurgência: uma cartografia do Carnaval de rua de Belo Horizonte entre 2009 e 2020
| dc.creator | Felipe Pereira de Queiroz | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-01T11:15:59Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-14T15:34:03Z | |
| dc.date.available | 2025-10-01T11:15:59Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-04 | |
| dc.description.abstract | The present investigation aims to understand the socio-spatial transformations that occurred in the street Carnival of Belo Horizonte between 2009 and 2020. The study seeks to comprehend the historical and geographical developments of the Carnival celebration as a transversal object within this longitudinal context, focusing on the appropriation of urban space and the power relations that permeate the city's territory. To achieve its objective, the research employed a methodological triangulation, combining bibliographic review, documentary research, and field research. The documentary research analyzed official reports from the Belo Horizonte City Hall (Belotur), infographics, studies from the Minas Gerais Tourism Observatory, municipal decrees, and public safety event records (REDS). The field research consisted of narrative interviews with sixteen leaders of blocos de rua (street Carnival groups), whose discourses and perceptions were subjected to thematic analysis with the aid of ATLAS.ti software. The elaboration of thematic maps through geoprocessing complemented the spatial analysis. The categories of analysis were structured around the relationship with public authorities, space and the city, and the profile of the blocos, segmented into the periods "before 2009," "2009 to 2012," and "2012 to 2020." The results reveal that, prior to 2009, Belo Horizonte was perceived as a city "without Carnival," but a set of factors such as redemocratization, economic stabilization, and cultural policies (e.g., FIT-BH, Pontos de Cultura) created a conducive environment for the insurgency of the first initiatives. The initial blocos (2009-2012) emerged from a generation of middle-class university students with strong political engagement and a focus on the appropriation of public space. Decree No. 13,798/2009, which prohibited events in Praça da Estação, led to a social response that culminated in the movement known as "Praia da Estação," transforming into a symbol of the struggle for the right to the city and directly connecting with the early years of the Street Carnival. From 2013 onwards, Belo Horizonte's Carnival experienced an exponential "resurgence," with a massive growth in revelers, blocos, and street vendors, according to Belotur data. This phase was marked by the institutionalization of the celebration, with the City Hall seeking to assume a central role in organizing and attracting sponsorships, which generated tensions and disputes, such as the "Catuaba revolution" against commercial monopolies. The festival propelled the "carnivalization of spaces," influencing other urban movements (e.g., CURA, A Rua é Nossa) and promoting new urban vitality and a sense of belonging. The thesis identifies four "generations" of blocos: the first, "Street and Struggle Carnival," focused on political contestation; the "Sonorizing" generation, which sought musical professionalization and the use of trio elétricos (sound trucks); the "Identity- based" generation, arising from demands for representation (racial, LGBTQIA+) and musical diversification; and the "Capital" generation, with a more commercial bias. The growth of the festival also boosted the "musicalization of the city," with the training of thousands of percussionists and the consolidation of a Carnival production chain. In conclusion, Belo Horizonte's street Carnival transformed from an insurgent movement into a complex and multifaceted phenomenon that, despite increasing institutionalization and commercialization, maintains its political roots and capacity for reinvention. The festival not only reconfigured urban space but also became a catalyst for social debates, an economic engine, and a space for "citizenship building," demonstrating the vitality and adaptability of the city and its inhabitants. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/85294 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Blocos carnavalescos - Belo Horizonte (MG) | |
| dc.subject | Espaço urbano - Aspectos sociais | |
| dc.subject | Carnaval | |
| dc.subject.other | Carnaval de Rua | |
| dc.subject.other | Blocos de Carnaval | |
| dc.subject.other | Belo Horizonte | |
| dc.subject.other | Lazer | |
| dc.title | Da insurgência à ressurgência: uma cartografia do Carnaval de rua de Belo Horizonte entre 2009 e 2020 | |
| dc.title.alternative | From insurgency to resurgency: a cartography of Belo Horizonte's Street Carnival between 2009 and 2020 | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Victor Andrade de Melo | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9730234823420258 | |
| local.contributor.referee1 | Carlos Fernando Ferreira da Cunha Junior | |
| local.contributor.referee1 | Cesar Teixeira Castilho | |
| local.contributor.referee1 | Francivaldo José da Conceição Mendes | |
| local.contributor.referee1 | Silvio Ricardo da Silva | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3613251847280561 | |
| local.description.resumo | A presente investigação tem como objetivo compreender as transformações socioespaciais ocorridas no carnaval de rua de Belo Horizonte entre 2009 e 2020. O estudo busca compreender os desdobramentos históricos e geográficos da festa carnavalesca como um objeto transversal nesse contexto longitudinal, com foco na apropriação do espaço urbano e nas relações de poder que permeiam o território da cidade. Para alcançar seu objetivo, a pesquisa empregou uma triangulação metodológica, combinando revisão bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. A pesquisa documental analisou relatórios oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte (Belotur), infográficos, estudos do Observatório do Turismo de Minas Gerais, decretos municipais e registros de eventos de defesa social (REDS). A pesquisa de campo consistiu em entrevistas narrativas com lideranças de dezesseis blocos de rua, cujos discursos e percepções foram submetidos à análise temática com o auxílio do software ATLAS.ti. A elaboração de mapas temáticos por meio de geoprocessamento complementou a análise espacial. As categorias de análise foram estruturadas em torno da relação com o poder público, o espaço e a cidade, e o perfil dos blocos, segmentadas nos períodos "antes de 2009", "2009 a 2012" e "2012 a 2020". Os resultados revelam que, antes de 2009, Belo Horizonte era percebida como uma cidade "sem Carnaval", mas um conjunto de fatores como a redemocratização, a estabilização econômica e políticas culturais (ex: FIT-BH, Pontos de Cultura) criou um ambiente propício para a insurgência das primeiras iniciativas. Os primeiros blocos (2009-2012) surgiram de uma geração de jovens universitários de classe média, com forte engajamento político e foco na apropriação do espaço público. O Decreto nº 13.798/2009, que proibia eventos na Praça da Estação se desdobrou em resposta social que culminou no movimento conhecido como "Praia da Estação", transformando-se em um símbolo da luta por direito a cidade e se conectou diretamente com os primeiros anos do Carnaval de Rua. A partir de 2013, o Carnaval de Belo Horizonte experimentou uma "ressurgência" exponencial, com crescimento massivo de foliões, blocos e ambulantes, conforme dados da Belotur. Essa fase foi marcada pela institucionalização da festa, com a Prefeitura buscando assumir um papel central na organização e captação de patrocínios, o que gerou tensões e disputas, como a "revolução da Catuaba" contra monopólios comerciais. A festa impulsionou a "carnavalização dos espaços", influenciando outros movimentos urbanos (ex: CURA, A Rua é Nossa) e promovendo uma nova vitalidade urbana e senso de pertencimento. A tese identifica quatro "gerações" de blocos: a primeira, "Carnaval de rua e de luta", focada na contestação política; a "sonoriza", que buscou profissionalização musical e uso de trios elétricos; a "identitária", surgida de demandas por representatividade (racial, LGBTQIA+) e diversificação musical; e a "capital", com um viés mais comercial. O crescimento da festa também impulsionou a "musicalização da cidade", com a formação de milhares de percussionistas e a consolidação de uma cadeia produtiva do Carnaval. Em conclusão, o Carnaval de rua de Belo Horizonte se transformou de um movimento insurgente em um fenômeno complexo e multifacetado, que, apesar da crescente institucionalização e comercialização, mantém suas raízes políticas e sua capacidade de reinvenção. A festa não apenas reconfigurou o espaço urbano, mas também se tornou um catalisador de debates sociais, um motor econômico e um espaço de "formação cidadã", demonstrando a vitalidade e a capacidade de adaptação da cidade e de seus sujeitos. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | EEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Estudos do Lazer |