A new experimental model to study shrimp allergy
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Um novo modelo experimental para estudar alergia a camarão
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O camarão está entre os alérgenos alimentares mais sensibilizantes e tem sido associado a muitas reações anafiláticas. No entanto, ainda há uma carência de estudos que permitam uma compreensão sistemática dessa doença e a investigação de novas abordagens terapêuticas. Este estudo teve como objetivo desenvolver um novo modelo experimental de alergia a camarão que possibilite a avaliação de novos tratamentos profiláticos. Camundongos BALB/c foram sensibilizados por via subcutânea com 100 µg de proteínas de camarão ( Litopenaeus vannamei) adsorvidas em 1 mg de hidróxido de alumínio no dia 0, e com uma dose de reforço (100 µg apenas de proteínas de camarão) no dia 14. O protocolo de desafio oral baseou-se na adição de 5 mg/ml de proteínas de camarão à água, do dia 21 ao dia 35. A análise do conteúdo do extrato de camarão detectou pelo menos 4 dos principais alérgenos relatados para L. vannamei . Em resposta à sensibilização, os camundongos alérgicos apresentaram produção significativamente aumentada de IL-4 e IL-10 em células de linfonodos cervicais de drenagem reestimuladas. A alta detecção de IgE e IgG1 anti-camarão no soro sugeriu o desenvolvimento de alergias a camarão, enquanto o ensaio de anafilaxia cutânea passiva revelou uma resposta mediada por IgE. A análise por immunoblotting revelou que os camundongos alérgicos desenvolveram anticorpos contra múltiplos antígenos presentes no extrato de camarão. Essas observações foram corroboradas pela detecção da produção de IgA anti-camarão em amostras de lavagem intestinal e por alterações morfométricas na mucosa intestinal. Portanto, este protocolo experimental pode ser uma ferramenta para avaliar abordagens profiláticas e terapêuticas.
Abstract
Shrimp is among the most sensitizing food allergens and has been associated with many anaphylaxis reactions. However, there is still a shortage of studies that enable a systematic understanding of this disease and the investigation of new therapeutic approaches. This study aimed to develop a new experimental model of shrimp allergy that could enable the evaluation of new prophylactic treatments. BALB/c mice were subcutaneously sensitized with 100 μg of shrimp proteins of Litopenaeus vannamei adsorbed in 1 mg of aluminum hydroxide on day 0, and a booster (100 µg of shrimp proteins only) on day 14. The oral challenge protocol was based on the addition of 5 mg/ml of shrimp proteins to water from day 21 to day 35. Analysis of shrimp extract content detected at least 4 of the major allergens reported to L. vannamei. In response to the sensitization, allergic mice showed significantly enhanced IL-4 and IL-10 production in restimulated cervical draining lymph node cells. High detection of serum anti-shrimp IgE and IgG1 suggested the development of allergies to shrimp while Passive Cutaneous Anaphylaxis assay revealed an IgE-mediated response. Immunoblotting analysis revealed that Allergic mice developed antibodies to multiple antigens present in the shrimp extract. These observations were supported by the detection of anti-shrimp IgA production in intestinal lavage samples and morphometric intestinal mucosal changes. Therefore, this experimental protocol can be a tool to evaluate prophylactic and therapeutic approaches.
Assunto
Hipersensibilidade Alimentar, Hipersensibilidade a Frutos do Mar
Palavras-chave
Food allergy, Shrimp allergy, IgE, Eosinophils, Intestinal mucosa
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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0165247823001098?via%3Dihub
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