Mulheres em outras moradias
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Migrações, remoções, ocupações e outras situações de instabilidade habitacional são recorrentes no cenário atual. O presente artigo se baseia em entrevistas qualitativas com mulheres que estão ou estiveram nessas situações, tendo por foco a maneira como lidam com o trabalho de reprodução nas suas diversas circunstâncias atípicas. O primeiro item explica brevemente os pressupostos, a pergunta e os procedimentos da pesquisa. Em seguida, são analisados três temas recorrentes nas narrativas das entrevistadas: sua representação e valoração de contrastes espaciais no âmbito doméstico e urbano; suas diferentes perspectivas acerca das responsabilidades com os filhos e as articulações sociais e espaciais correlatas; e suas relações com instituições e macroestruturas, tais como órgãos públicos e movimentos sociais. As análises desses temas nas entrevistas deixam entrever que, apesar das dificuldades, situações instáveis não são sempre nem necessariamente piores do que as estáveis. Podem significar experiências de liberdade, potencializar a imaginação para ação e relativizar o papel convencionalmente atribuído às mulheres. Caberia perguntar em que medida o ideário da moradia, objetiva e subjetivamente determinante de tantos espaços e desejos, é contraditório em si mesmo.
Abstract
Assunto
Direito à moradia, Entrevistas, Feminismo, Mulheres, Espaço urbano
Palavras-chave
Reprodução social, Moradia, Entrevistas qualitativas, Ocupações urbanas, Feminismo
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