Germoplasma de Echinodorus floribundus e Echinodorus subalatus: morfologia, fenologia e fitoquímica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
O chapéu-de-couro é nome popular dado às plantas do gênero Echinodorus, pertencentes à família Alismataceae, que são amplamente utilizadas na medicina popular, como diurética e anti-inflamatória. As espécies Echinodorus grandiflorus e Echinodorus macrophyllus têm seu uso assegurado pela Farmacopeia Brasileira. Porém, devido às dificuldades de identificação, outras plantas do gênero, tais como Echinodorus floribundus e Echinodorus subalatus, têm sido utilizadas pela população com relatos de resultados eficazes. O presente trabalho teve por objetivo a caracterização de duas espécies de chapéu-de-couro (Echinodorus floribundus e Echinodorus subalatus) utilizadas para fins medicinais. Para isso, foram coletados acessos das duas espécies para a formação de coleção de germoplasma em casa de vegetação. Foram realizadas análises de caracterização morfológica, caracterização química de compostos voláteis e fenologia. Foi realizada a caracterização química dos extratos por triagem fitoquímica, estudo de marcadores químicos descritos em Echinodorus, quantificação total de fenóis e flavonoides e determinação dos teores de derivados do ácido o-hidroxicinâmico. Os descritores limbo foliar, ápice e base do limbo foliar, pilosidade foliar e pilosidade do pecíolo foliar mostraram-se eficientes na diferenciação entre as duas espécies. Quimicamente, E. floribundus e E. subalatus foram similares a E. grandiflorus e E. macrophyllus devido à presença dos compostos (Z)-beta-cariofileno e (E)-beta-cariofileno. Foi observada diversidade entre acessos para E. floribundus e E. subalatus. Apesar da produção de folhas maduras contínuas, ambas as espécies apresentaram período de senescência foliar acentuado, comum entre as espécies do gênero. O ciclo de floração das espécies estudadas é similar ao das espécies de Echinodorus descritas na literatura. A triagem fitoquímica revelou presença de fenóis, flavonoides, flavonas, flavonóis, xantonas, esteroides e triterpenoides nos extratos. Porém, ambas as espécies apresentaram valores inferiores de flavonoides e fenóis totais quando comparadas com outras espécies do gênero descritas na literatura. A caracterização do extrato aquoso foliar em cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE-DAD) detectou 118 e 121 compostos em E. floribundus e E. subalatus, respectivamente. Destes, 25 apresentaram espectros UV-Vis característicos de compostos fenólicos. Não foram detectados os marcadores ácido chicórico e isoorientin, comuns em Echinodorus. Os teores de derivados do ácido o-hidroxicinâmico para E. floribundus e E. subalatus (5,52% e 3,07%, respectivamente) foram superiores ao que é exigido pela Farmacopeia Brasileira. Através dos resultados, pode-se concluir que há similaridade química e fenológica das espécies estudadas com as descritas na literatura, porém ocorrem variações interespecíficas no perfil químico de voláteis e em alguns descritores morfológicos, sendo recomendada a utilização apenas dos descritores limbo foliar, ápice e base do limbo foliar, pilosidade foliar e pilosidade do pecíolo foliar para diferenciação entre as duas espécies. Echinodorus floribundus e Echinodorus subalatus possuem flavonoides e fenóis em menores concentrações do que as espécies de Echinodorus descritas na literatura e há similaridade das espécies estudadas com as descritas pela Farmacopeia Brasileira, com potencial uso medicinal.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Plantas medicinais, Morfologia vegetal, Marcadores biológicos