Erros e eventos adversos não infecciosos relacionados a assistência em terapia intensiva neonatal: epidemiologia e sua associação com sepse primaria laboratorial

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Antonio Luiz Pinho Ribeiro
Carlos Mauricio de F Antunes
Maria Terezinha Carneiro Leão
Denise Schout

Resumo

RESUMOOBJETIVOS: O objetivo principal da pesquisa foi analisar a existência ou não de associação entre os erros/eventos adversos não infecciosos (EANI) relacionados à assistência e a sepse primária laboratorial (SPSL) na população neonatal em terapia intensiva. O objetivo secundário foi a determinação do perfil epidemiológico destes erros/eventos adversos não infecciosos. METODOLOGIA: Estudo observacional, de coorte histórica. População de recém-nascidos consecutivamente admitidos em unidades de terapia intensiva neonatais, entre janeiro/02 e dezembro/05. As variáveis analisadas foram peso de nascimento, idade gestacional, permanência no CTI, uso e tempo de uso de ventilação mecânica (VM) e de cateter vascular central (CVC), erros/eventos adversos não infecciosos e infecciosos e óbito. Na análise descritiva foram utilizados os testes t de Student para variáveis contínuas e o qui-quadrado de Pearson para variáveis categóricas; teste de Bonferroni para comparar as diferenças entre as médias; e Kaplan-Meier para verificar as diferenças no tempo de sobrevida de pacientes e sua associação com o peso. Para verificar a associação entre os erros/eventos não infecciosos selecionados com a sepse primária laboratorial, foi realizada a análise de sobrevida utilizando-se o Kaplan-Meir na análise univariada e o modelo de Regressão de Cox para a análise multivariada. RESULTADOS: Foram 1895 pacientes incluídos na seleção final, com peso de nascimento médio de 2271,33 g (mediana 1745,00 g) e idade gestacional média de 35,10 semanas (mediana 33 semanas). Do total da amostra, 559 (29,5%) apresentaram EANI, com maior freqüência nos RN 1500 g (p=0,001). A densidade de incidência de todos os EANI detectados foi 35,19 eventos/1000 pacientes-dia. Mais de 75% dos eventos foram relacionados com os procedimentos invasivos CVC (44,65%) e VM (32,43%). A densidade de incidência de eventos infecciosos foi 26,04 /1000 pacientes-dia. A SPSL foi a infecção mais freqüente (33% do total de eventos), e mais comum nos RN 1500 g (p<0,0001), com densidade de incidência de 8,56 SPSL/1000 pacientes-dia. Na Regressão de Cox as variáveis independentes que se mostraram como fatores de risco para o desenvolvimento de SPSL foram o peso de nascimento 1500 g (p=0,000) e o EANI relacionado à VM (p=0,037). CONCLUSÕES: Os EANI relacionados à VM, assim como o peso de nascimento 1500 g, foram fatores de risco independentes para a sepse primária laboratorial nesta população neonatal. A hipóxia secundária aos EANI relacionados à VM pode ser o mecanismo de desencadeamento da SPSL, através do fenômeno da translocação microbiana intestinal. Portanto, a prevenção destes eventos deve ser parte das ações para prevenção da SPSL nesta população.

Abstract

Assunto

Infecção hospitalar, Sepse, Terapia intensiva neonatal, Erros médicos/efeitos adversos, Análise de sobrevida, Estudos de coortes, Medicina tropical, Epidemiologia descritiva, Recém-nascido, Pediatria

Palavras-chave

Infecção hospitalar, Terapia intensiva nronatal, Assistência, Neonato, Evendo adverso

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