Iniquidades raciais na realização de Transplante Renal entre pacientes em terapia renal substitutiva tratados pelo Sistema Único de Saúde no Brasil de 2008 a 2015

dc.creatorKathleen Monique Caldeira Gonçalves Silva
dc.date.accessioned2025-11-27T12:30:19Z
dc.date.issued2025-07-09
dc.description.abstractChronic kidney disease (CKD) affects 1 in 10 individuals worldwide. This condition is incurable, and treatment in its final stages is performed through Renal Replacement Therapy (RRT), such as hemodialysis, peritoneal dialysis, or kidney transplantation, the latter being the treatment that provides patients with the best quality of life and survival. The main causes of CKD are highly prevalent underlying diseases, often related to living conditions. The circumstances in which individuals are born, grow, and develop are closely linked to health outcomes. In Brazil, the Black population has a history of unequal development due to structural racism, which has resulted in economic and social disadvantages and is reflected in poorer health conditions in this population. The objective of this study was to assess inequities in the access to and waiting time for kidney transplantation by race/skin color within the Brazilian Unified Health System (Sistema Único de Saúde - SUS). This is a retrospective non-concurrent cohort study from 2008 to 2015, based on secondary data of patients aged 18 years or older, of both sexes, undergoing RRT within SUS, selected from the National Individual-Centered Health Database. To determine the waiting time until kidney transplantation, cumulative incidence curves were constructed, and Gray’s test was applied considering a 95% significance level. To identify which covariates, along with race/skin color, influenced the waiting time for transplantation, the Fine-Gray competing risks proportional hazards model (Hazard Ratio - HR) was used, also considering a 95% confidence interval. A total of 199,305 patients were included in the study, the majority male, residing in the Southeast region of Brazil, aged 50 years or older, and identified as White. White patients undergoing RRT were older compared to Black patients. Among the study participants, 12,352 underwent kidney transplantation, most of whom were White and aged up to 59 years. When comparing waiting times for transplantation, Black patients waited longer than White patients to receive the procedure. In the Fine-Gray regression model, Black patients had a 27% lower probability of receiving a kidney transplant compared to White patients. These findings reinforce the existence of racial inequities in access to kidney transplantation in Brazil.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/965
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectTransplante de Rim
dc.subjectFatores de Tempo
dc.subjectInsuficiência Renal Crônica
dc.subjectDiálise Renal
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectEstudos de Coortes
dc.subjectPrevalência
dc.subjectFalência Renal Crônica
dc.subjectPopulação Negra
dc.subjectDiálise Peritoneal
dc.subjectGrupos Raciais
dc.subjectQualidade de Vida
dc.subjectPopulação Branca
dc.subject.otherdoença renal crônica
dc.subject.othertransplante renal
dc.subject.otherraça
dc.subject.othercor de pele
dc.subject.otheriniquidades raciais
dc.subject.otherSistema Único de Saúde
dc.titleIniquidades raciais na realização de Transplante Renal entre pacientes em terapia renal substitutiva tratados pelo Sistema Único de Saúde no Brasil de 2008 a 2015
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Hugo André da Rocha
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5553305295544843
local.contributor.advisor1Mariângela Leal Cherchiglia
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6739544920203518
local.contributor.referee1Ana Cristina Simoes e Silva, Membro
local.contributor.referee1Lidyane do Valle Camelo, Professora do Magistério
local.contributor.referee1Etna Kaliane Pereira da Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6062065119554693
local.description.resumoA doença renal crônica (DRC) acomete 1 a cada 10 pessoas no mundo. Essa condição não possui cura, e o tratamento, nos estágios finais é realizado por meio da Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal, sendo este último o tratamento que oferece ao paciente melhor qualidade de vida e sobrevida. As principais causas da DRC são doenças de bases com alta prevalência e que muitas vezes estão relacionados com condições de vida. As condições em que as pessoas nascem, crescem e se desenvolvem estão intimamente relacionadas a condições de saúde. No Brasil a população negra possui um histórico de desenvolvimento desigual devido ao racismo estrutural, o qual as deixou em desvantagens econômicas, sociais e isso reflete em piores condições de saúde nessa população. O objetivo deste estudo foi avaliar a existência de iniquidades na realização e no tempo de espera pelo transplante renal por raça/cor de pele pelo Sistema Único de Saúde do Brasil. Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva não concorrente de 2008 até 2015, os dados são baseados em dados secundários de pacientes com idade igual ou maior de 18 anos de ambos os sexos em TRS no SUS, selecionados da Base Nacional de Saúde Centrada no Indivíduo. Para determinar o tempo que o paciente demora até a realização do transplante renal, foi feito as curvas de incidência acumulada, aplicando-se o teste de Gray, considerando o nível de significância de 95%. Para entender entre as covariáveis do estudo quais em conjunto com a variável raça/cor de pele de pele interferiram no tempo de espera para a realização do transplante renal foi utilizado riscos proporcionais para riscos competitivos de Fine-Gray (Hazard ratio - HR), considerando a significância de 95%. Um total de 199.305 pacientes fizeram parte do estudo, sendo a maioria do sexo masculino, residia na região sudeste do Brasil, tinha 50 anos ou mais e era branco. Os pacientes da raça/cor de pele branca em TRS eram mais velhos quando comparados com a raça/cor de pele negra. Do total de participantes do estudo, 12.352 realizaram o transplante renal, a maioria era da raça/cor de pele branca e tinham até 59 anos. Na comparação do tempo de espera para o transplante, observou-se que pacientes negros aguardaram mais tempo do que os brancos para realizar o procedimento. No modelo de regressão de Gray, verificou-se que pacientes negros apresentaram uma probabilidade 27% menor de realizar o transplante renal em comparação com pacientes brancos. Esses achados reforçam a existência de iniquidades raciais no acesso ao transplante renal no Brasil.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
dissertação Kathleen 13.11.pdf
Tamanho:
1.58 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Item-specific license agreed to upon submission
Descrição: