“É como se tivesse aberto um buraco e me jogado ali”: sobre atuação da psicologia em políticas públicas no contexto das cidades pequenas

dc.creatorNatanna Kessia Nunes Gomes
dc.date.accessioned2024-08-21T13:39:30Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:59:03Z
dc.date.available2024-08-21T13:39:30Z
dc.date.issued2023-10-06
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/74517
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectPolíticas públicas - Teses
dc.subjectInterseccionalidade (Sociologia) - Teses
dc.subjectCidades pequenas - Teses
dc.subject.otherAtuação psicológica
dc.subject.otherPoliticas públicas
dc.subject.otherInterseccionalidade
dc.subject.otherCidades pequenas
dc.subject.otherPsicologia comunitária
dc.title“É como se tivesse aberto um buraco e me jogado ali”: sobre atuação da psicologia em políticas públicas no contexto das cidades pequenas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Paula Rita Bacellar Gonzaga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0399493499741522
local.contributor.referee1Lisandra Espindula Moreira
local.contributor.referee1Maylla Monnik Rodrigues de Sousa Chaveiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0077911969258604
local.description.resumoA dissertação apresenta reflexões sobre a atuação da psicologia em políticas públicas nos contextos das cidades pequenas do interior de Minas Gerais, a partir de entrevistas narrativas. As problemáticas vivenciadas pela recente inserção da psicóloga no campo das políticas públicas são complexificadas nos contextos das cidades de pequeno porte, convocando saídas que pedem a criticidade frente a crença na atuação neutra e ancorada em abordagens que fogem a realidade do nosso território. Partindo da compreensão de que não só falamos do outro a partir do lugar social de onde nos sentamos, mas também ouvimos e cuidamos desse outro a partir desse lugar que nos constitui, e de que, assim como não existe neutralidade na produção do conhecimento científico, ela também inexiste na atuação psicológica, esse estudo tem como objetivo principal a compreensão interseccional da atuação das psicólogas dentro do campo das políticas públicas em cidades pequenas do interior de Minas Gerais, demarcando como seus marcadores identitários de território, raça, classe, gênero, sexualidade, relações de trabalho, etc. atravessam, potencializam, reduzem e produzem suas atuações. Para tanto, foi enviado uma carta convite às potenciais participantes, e após o aceite foram agendados locais para a realização das entrevistas narrativas e apresentação do Termo de Consentimento Livre e esclarecido. Foram entrevistadas 8 psicólogas de forma individual, em locais escolhidos por elas, com duração média de 1 hora. As análises das narrativas seguiram os preceitos do feminismo negro, da ferramenta metodológica da interseccionalidade e da Psicologia Social Comunitária. A discussão foi dividida em 3 capítulos, apresentando reflexões sobre a formação em Psicologia, a atuação em políticas públicas e a inserção das psicólogas em cidades pequenas. A raça, a classe e o etarismo, são alguns dos marcadores identificados nas interlocutoras, produzindo formações e atuações distintas, especialmente no que se refere a vivências opressivas durante a graduação, e a escolha pelo estudo das relações étnico raciais. Apesar das universidades ocidentais ainda enfatizarem o ensino de abordagens eurocentradas, as interlocutoras negras estavam presentes em espaços e discussões dentro da academia que envolviam a temática das políticas públicas e relações étnico raciais. A Lei n.12.711 de 2012, das ações afirmativas, vem garantindo que espaços com narrativas contra-hegemônicas sejam produzidos por alunas negras e indígenas, apontando novos rumos para novas Psicologias. Entretanto ainda é necessário problematizarmos a forma como psicólogas brancas, partindo de suas posições de privilégios, estão perpetuando a crença meritocrática na atuação em instituições sociais, reificando práticas coloniais de manutenção das opressões. Essas profissionais atualizam, a partir do mito da democracia racial, a inviabilização do racismo como produtor de sofrimento psíquico e a fragilidade de suas análises levam a narrativas de que a violência racial não estaria chegando até elas enquanto demanda. Nas cidades pequenas, a falácia da neutralidade como pretexto da branquitude para uma atuação epistemicída e descomprometida com a realidade social, é tensionada na medida em que esses contextos convocam as profissionais a falarem de seus pertencimentos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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