Associações entre o ambiente construído, segurança da vizinhança e características familiares e a obesidade entre escolares de 9-10 anos de idade.

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Primeiro orientador

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Waleska Teixeira Caiaffa
Milene Cristine Pessoa
Adriana Lúcia Meireles
Letícia de Oliveira Cardoso

Resumo

Introdução: A compreensão dos fatores determinantes da obesidade infantil é de fundamental importância para a elaboração de estratégias que visem combater esta epidemia. Poucos estudos buscaram avaliar o efeito combinado do ambiente construído e segurança da vizinhança e associações segundo potenciais moderadores da relação dos fatores ambientais e a obesidade, bem como as inter-relações entre as características familiares, individuais e a obesidade infantil. Objetivos: Investigar a associação entre fatores do ambiente de atividade física e alimentar comunitário, segurança da vizinhança e características familiares e a obesidade entre escolares de 9-10 anos de idade. Métodos: Estudo transversal com uma amostra probabilística de crianças do 4o da rede municipal e suas respectivas mães/responsáveis de uma capital do sudeste brasileiro. Foram aferidos o peso e altura das crianças e consideradas com obesidade aquelas com Índice de Massa Corporal por idade superior ao escore z +2. Para o Artigo 1, considerando o buffer euclidiano de 1000 metros no entorno residencial da criança, foram avaliadas as seguintes medidas objetivas do ambiente: insegurança da vizinhança (taxa anual de criminalidade e de acidentes de trânsito), disponibilidade de parques e espaços desportivos públicos e o índice de estabelecimentos de venda predominante de ultraprocessados. A associações entre as variáveis contextuais e a obesidade infantil foram estimadas por meio dos modelos de Equações de Estimações Generalizadas. Para o Artigo 2, foram utilizadas as informações de consumo de ultraprocessados coletados presencialmente com as crianças e aquelas obtidas por contato telefônico com as mães/responsáveis: dados socioeconômicos, o peso e altura autorreferidos, tempo de tela deles e da criança, consumo de ultraprocessados e percepção sobre aspectos da segurança da vizinhança e ambiente construído. Modelo híbrido de equações estruturais foi utilizado para testar os efeitos diretos e indiretos das variáveis na obesidade infantil. Resultados: Artigo 1: Foram avaliados 717 escolares, 12,2% com obesidade. A variável latente do ambiente obesogênico (deduzidas pelas taxas de insegurança do ambiente e índice de estabelecimentos de venda predominantemente de ultraprocessados) foi um fator de risco para a obesidade infantil somente entre as crianças com menor rendimento econômico (OR: 2,37; IC 95%: 1,06-5,19). Os parques e equipamentos desportivos públicos só foram protetores contra a obesidade infantil em regiões mais seguras (OR: 0,30; IC 95%: 0,09-0,94). Artigo 2: Na subamostra, que incluiu as mães ou responsáveis pela criança (n=322), observou-se que 12,8% das crianças apresentavam obesidade. A variável latente “nível socioeconômico (NSE)” (β=0,316, p<0,001) e a obesidade entre as mães/ responsáveis pelo cuidado (β=0,373, p<0,001) se associaram positivamente com a obesidade entre os escolares. A análise de efeitos indiretos mostrou que o NSE e os próprios hábitos das mães/responsáveis (tempo de tela e consumo de ultraprocessados) influenciaram positivamente a obesidade infantil, tendo a obesidade entre os cuidadores como mediador comum de ambas as associações. Conclusão: Os resultados reforçam a importância das recomendações sobre políticas e estratégias que visem reveter a natureza obesogência do ambiente, bem como o envolvimento dos pais em intervenções educativas. Tais medidas são essenciais para a prevenção da obesidade infantil.

Abstract

Assunto

Ambiente Construído, Características de Residência, Segurança, Relações Familiares, Obesidade Pediátrica/epidemiologia, Prevenção de Doenças, Estudos Transversais

Palavras-chave

Ambiente Construído, Vizinhança, Segurança, Ambiente familiar, Pais, Obesidade Infantil

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