O romance como epopéia de uma era: um estudo do romance Angústia, de Graciliano Ramos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Elcio Loureiro Cornelsen
Carlos Magno Santos Gomes
Carlos Magno Santos Gomes
Resumo
Esta dissertação procura investigar o romance Angústia, como gênero moderno, dentro de uma perspectiva analítica, reflexiva e histórica, a começar pela constituição do herói problemático, representando seu tempo e seu espaço. A base teórica desta pesquisa é a concepção do romance expressa na Teoria do Romance, de Lukács. Para o teórico, o romance surge da dissolução da narrativa medieval e somente no século XIX ele se confirma como forma típica da consciência burguesa da literatura, expressando seus dilemas e dando nova e moderna configuração ao gênero. O romance Angústia não trata apenas sobre a história de um herói problemático, mas sobre o seu contexto histórico problemático, isto é, o tempo e a sociedade do Brasil da época. Luís da Silva representa a sociedade moderna e seu destino é imposto por determinações sociais, pessoais, familiares e políticas, bem como as concepções de tempo e espaço e, também, a relação do escritor no seu ato criador - ironia - como 'intenção normativa do romance' que traz subjacente à narrativa a perspectiva do autor como traço biográfico.
Abstract
Assunto
Heróis na literatura, Narrativa (Retórica), Ironia na literatura, Lukács, György, 1885-1971 Teoria do romance Crítica e interpretação, Literatura brasileira Séc XIX/XX Aspectos sociais, Literatura e história, Ramos, Graciliano, 1892-1953 Angústia Crítica e interpretação, Espaço e tempo na literatura
Palavras-chave
romance, herói problemático, narrativa, Graciliano Ramos