Na frente os cargueiros, no chão a soja, atrás o Matopiba e no subsolo a serpente: uma análise pluriescalar das relações multiespécie a partir da Resex Tauá-Mirim

dc.creatorAmanda Marques Gomes
dc.date.accessioned2026-02-02T12:47:23Z
dc.date.issued2026-01-13
dc.description.abstractThis thesis analyzes territorial and epistemological conflicts in the state of Maranhão from two interconnected fronts: the struggle for the official recognition of the Tauá-Mirim Extractive Reserve (Resex), in São Luís, and the expansion of the Matopiba agricultural frontier in the southern region of the state. Based on a multispecies ethnography, it seeks to understand how humans and non-humans—traditional communities, plants, rivers, animals, and invisible organisms—participate in the production of territories, revealing forms of resistance and reconfiguration in the face of colonial and capitalist forces. The methodology combined bibliographical and documentary research with fieldwork conducted in Taim and on a soybeanproducing farm in the municipality of Açailândia, involving interviews and participant observation. The dialogue with authors such as Anna Tsing and Antônio Bispo dos Santos broadened the analytical perspective toward ways of knowing that recognize life in its plurality and reject the exclusive centrality of the human. The results indicate that, in Taim, labor is a collective practice linked to social and multispecies dimensions, whereas in Matopiba, soybean production pursues alienation and proves vulnerable to non-human agents, such as the nematodes that trigger the phenomenon known as “mad soybean.” These elements reveal that capital expansion never unfolds linearly but rather through resistance, instability, and friction. The study concludes that the officialization of the Tauá-Mirim Resex is not merely a legal instrument but a political act affirming ways of life and worldviews not subordinated to mercantile logic. Ultimately, the thesis argues that Maranhão should be conceived and envisioned not merely as a space of extraction, but as a territory of invention—of possible and ancestral futures.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1549
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectConflito fundiário
dc.subjectReserva Extrativista de Tauá- Mirim (MA)
dc.subject.otherResex Tauá-Mirim; Matopiba; multiespécies; agronegócio
dc.titleNa frente os cargueiros, no chão a soja, atrás o Matopiba e no subsolo a serpente: uma análise pluriescalar das relações multiespécie a partir da Resex Tauá-Mirim
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Frederico Canuto
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6054798443325592
local.contributor.referee1Thiago Mota Cardoso
local.contributor.referee1Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior
local.contributor.referee1Everton Jubini de Merícia
local.contributor.referee1Cíndia Brustolin
local.contributor.referee1Frederico Canuto
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/4545223281384539
local.description.resumoEsta tese analisa os conflitos territoriais e epistemológicos no Maranhão a partir de duas frentes: a luta pela oficialização da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, em São Luís, e a expansão da fronteira agrícola do Matopiba, no sul do estado. Com base em uma etnografia multiespécie, busca-se compreender como humanos e não humanos (comunidades tradicionais, plantas, rios, animais e organismos invisíveis) participam na produção dos territórios, revelando resistências e reconfigurações diante das forças coloniais e capitalistas. A metodologia combinou pesquisa bibliográfica, documental e trabalho de campo no Taim e em uma fazenda produtora de soja no município de Açailândia, envolvendo entrevistas e observações. O diálogo com autores como Anna Tsing e Antônio Bispo dos Santos ampliou o olhar para perspectivas que reconhecem a vida em sua pluralidade e recusam a centralidade exclusiva do humano. Os resultados apontam que, no Taim, o trabalho é prática coletiva vinculada à dimensão social e multiespécie, enquanto no Matopiba a produção de soja busca a alienação e mostra-se vulnerável a agentes não humanos, como os nematoides que desencadeiam a “soja louca”. Esses elementos revelam que a expansão do capital nunca se dá de forma linear, mas em meio a resistências, instabilidades e fricções. Conclui-se que a oficialização da Resex Tauá-Mirim não se restringe a um instrumento jurídico, mas representa ato político de afirmação de modos de vida e cosmovisões não subordinados à lógica mercantil. A partir da tese, entende-se que o Maranhão deve ser pensado e olhado não apenas como espaço de extração, mas como território de invenção de futuros possíveis e ancestrais.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6321-3789
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
local.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS

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