"Aqui é tudo uma família só": maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha

dc.creatorPaula Cristina Silva
dc.date.accessioned2020-07-21T11:42:57Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:09:27Z
dc.date.available2020-07-21T11:42:57Z
dc.date.issued2020-02-14
dc.description.abstractThis doctoral dissertation sought to investigate which maternity (s) are built in a quilombola community located in the Alto Jequitinhonha region, Minas Gerais, Brazil. Through an ethnographic study (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014) we followed six women from the community, some grandparents with sons and daughters aged between six and thirty. What cultural practices are developed in the territory? How women experience motherhood in the quilombo and the different activities required in this context was the central question of the research. What are the activities developed by women? How do gender relations occur in the quilombo? These were questions built throughout the research. For this dialogue we seek references in the field of sociology, anthropology and education, which deal with the themes of gender and race (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) and quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). We note that the logic of motherhood in the community investigated is inscribed in the collective, not limited to the nuclear family nor restricted to biological children. That such a process goes through all the activities developed by women in the territory. We observe the investments made by these women so that their sons and daughters can continue their schooling, from Basic Education to Higher Education; how generations will be educated over time and the impact of public policies to access this schooling. We also identified the adversities faced in the school context, related to gender, race and ethnicity by marrons students. Regarding gender relations, we realize a way of educating boys and girls goes beyond socially established standards, both are taught to perform home and territory activities. However, this does not prevent sexist logics from reverberating in the community either during educational processes or in women's political action.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/33840
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação
dc.subjectAntropologia educaciona
dc.subjectSociologia educacional
dc.subjectQuilombos - Aspectos educacionais
dc.subjectQuilombos - Relações de gênero
dc.subjectMaternidade - Relações raciais
dc.subjectNegras - Maternidade
dc.subjectFamílias negras
dc.subject.othermaternidade
dc.subject.otherquilombos
dc.subject.othereducação
dc.title"Aqui é tudo uma família só": maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Shirley Aparecida de Miranda
local.contributor.advisor1Carmem Lúcia Eiterer
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9905263965506713
local.contributor.referee1Analise de Jesus da Silva
local.contributor.referee1Carmem Regina Teixeira Gonçalves
local.contributor.referee1Joanice Santos Conceição
local.contributor.referee1Silvia Regina Paes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5594074726509467
local.description.resumoEsta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas avós e com filhos e filhas com idade que vão de seis a trinta anos. Que práticas culturais são desenvolvidas no território? De que forma as mulheres vivenciam a maternidade no quilombo e as diferentes atividades demandadas neste contexto? Quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres? Como se dão as relações de gênero no quilombo? Estas foram questões construídas ao longo da pesquisa. Para esse diálogo, buscamos referenciais no campo da sociologia, da antropologia e da educação que tratam das temáticas de gênero e raça (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) e quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que a lógica da maternidade na comunidade investigada se inscreve no coletivo, não circunscrevendo à família nuclear nem se restringindo aos filhos/as biológicos. Vimos, também, que tal processo atravessa todas as atividades desenvolvidas pelas mulheres no território. Observamos os investimentos realizados por essas mulheres para que filhos e filhas prossigam na escolarização, da Educação Básica ao Ensino Superior; como as gerações vão se educando ao longo de tempo e o impacto das políticas públicas para acesso a essa escolarização. Identificamos, ainda, as adversidades enfrentadas no contexto escolar, relacionadas a gênero, raça e etnia pelas estudantes quilombolas. Sobre as relações de gênero, percebemos um modo de educar meninos e meninas vai além dos padrões socialmente estabelecidos, ambos são ensinados a realizarem as atividades de casa e do território. Todavia, isso não impede que as lógicas sexistas e machistas reverberem na comunidade, seja durante processos educativos ou na atuação política das mulheres.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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