Comparação de métodos de extração de compostos fenólicos em PANC: azedinha (Rumex acetosa L), capuchinha (Tropaeolum majus) e peixinho (Stachys byzantina k. Koch).
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Renan Campos Chisté
Michely Capobiango
Michely Capobiango
Resumo
As Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) são uma fonte promissora de
nutrientes, cujo consumo tem sido incentivado devido à possibilidade de agregar valor
à alimentação. Dentre estas, Azedinha (Rumex acetosa L), Capuchinha (Tropaeolum
majus) e Peixinho (Stachys byzantina k. Koch), possuem potencial antioxidante
associado à presença dos compostos fenólicos, porém, o conhecimento acerca do
perfil fenólico e da capacidade antioxidante destas PANC ainda é limitado. Assim, para
a adequada identificação e posterior quantificação dos compostos fenólicos, diversos
métodos extrativos têm sido propostos, sendo que estes podem ser influenciados por
vários parâmetros, tais como tipo de solvente, aplicação ou não de calor, e a presença
ou não de agitação. Nesta conjuntura, tornou-se relevante investigar diferentes
métodos de extração dos compostos fenólicos objetivando a máxima identificação e a
quantificação desses, a fim de otimizar as análises laboratoriais. Posto isso, foram
comparados dez diferentes métodos de extração para a obtenção de extratos
contendo compostos fenólicos e outras substâncias com atividades antioxidantes nas
amostras de Rumex acetosa L, Tropaeolum majus e Stachys byzantina K. Koch. Os
extratos obtidos foram submetidos as análises de compostos fenólicos totais, análise
de capacidade antioxidante e o perfil de fenólicos foi obtido por Cromatografia Líquida
de Ultra Eficiência (UPLC) com detector de arranjo de diodos. No geral, observou-se
que o emprego do metanol nos processos de extração favoreceu a obtenção dos
melhores resultados para as análises de compostos fenólicos totais e capacidade
antioxidante. Verificou-se ainda que as condições empregadas nos dez métodos em
relação aos tipos de solventes, uso de tratamento físico e/ou térmico influenciaram na
obtenção de diferentes compostos fenólicos. As análises por UPLC, demonstraram
que todos os extratos continham ácidos fenólicos e flavonoides, sendo as maiores
concentrações encontradas nos extratos com metanol e acetonitrila, enquanto os
extratos que continham etanol e acetona, apresentaram resultados inferiores para
ácidos fenólicos e flavonoides. O ácido clorogênico destacou-se como o ácido fenólico
majoritariamente quantificado nas três amostras analisadas, em todos os extratos
obtidos, independente dos dez métodos testados. Enquanto a rutina foi extraída em
maior quantidade, em todos os métodos empregados, apenas para as amostras de
Rumex acetosa L. Por fim, os resultados apresentados demonstram o potencial
antioxidante de compostos bioativos da Rumex acetosa L, Tropaeolum majus e
Stachys byzantina K. Koch e a necessidade da realização de mais estudos que
determinem a composição fenólica e o potencial de diferentes PANC e assim revelar
os atributos funcionais destas incentivando ainda mais a sua inserção na alimentação
da população e consequente valorização econômica.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Planta alimentícia não convencional, Composto fenólico, Capacidade antioxidante, Método de extração