Hipogonadismo em homens cia vivendo com HIV: prevalência, perfil clínico e metabólico

dc.creatorFelipe Augusto Azevedo Leão
dc.date.accessioned2024-11-13T14:53:12Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:01:33Z
dc.date.available2024-11-13T14:53:12Z
dc.date.issued2024-02-28
dc.description.abstractMale hypogonadism is defined as symptomatic testosterone deficiency. Hypogonadism is common in the population living with HIV, however its prevalence is still controversial, probably due to the lack of standardization in methods for diagnostic definition, among other factors. In addition, its etiology and relationship with endocrine/metabolic conditions in this population remain controversial. This study aimed to investigate the prevalence of hypogonadism in a population of men living with HIV to evaluate the etiology and potential association of hypogonadism with metabolic factors in this cohort. This was a cross-sectional prospective study. Men living with HIV were consecutively recruited from a specialized outpatient clinic in a single tertiary Brazilian center. Hypogonadism was defined by low concentrations of total testosterone (TT) and/or calculated free testosterone (TLc), associated with symptoms suggestive of hypogonadism. Hypogonadism symptoms were assessed using the ADAM questionnaire. When low testosterone was detected, the test was repeated for confirmation, associated with LH measurement to classify hypogonadism as hypo- or hypergonadotropic. In addition, demographic, anthropometric, clinical and metabolic variables were evaluated, as well as variables associated with HIV infection, such as history of opportunistic infections, antiretroviral therapy (ART) used during treatment, and time of infection. Ninety-nine cis men living with HIV were included. Median aged was 38 years (19- 73), and average time of infection was 7 years (1-36). The prevalence of hypogonadism was 33.3%. Of the 23 patients in whom it was possible to classify hypogonadism, 18 (78.3%) had hypogonadotropic hypogonadism, and 5 (21.7%) had hypergonadotropic hypogonadism. The ADAM questionnaire showed a sensitivity of 81.8% and specificity of 50%. The hypogonadal population had a longer time since infection (17 [1-35] vs. 4 [1-36] yrs, p < 0.001), higher prevalence of hypertension (33.3% vs. 3%, p<0.001), , dysglycemia (60% vs. 30%, p=0.001), higher triglyceride levels (154 [50-430] vs. 101 [42- 605]mg/dL, p < 0.001), elevated BMI (> 25) (57.6% vs. 34.9%, p = 0.02) and increased abdominal circumference (30.2% vs 6.1%, p = 0.013) in relation to eugonadal subjects. In this study, one third of men living with HIV had hypogonadism, mostly of central origin (hypogonadotropic). Although it was not possible to determine the etiology, a positive association of hypogonadism with components of the metabolic syndrome, such as abdominal adiposity, hypertension, dysglycemia and triglycerides was observed. The diagnostic evaluation of hypogonadism must be carried out comprehensively, under the risk of underdiagnosis this important condition that affects quality of life significantly and is associated with metabolic factors with an impact on morbidity and mortality.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78009
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHipogonadismo
dc.subjectPessoas Cisgênero
dc.subjectHIV
dc.subjectTestosterona
dc.subjectGlobulina de Ligação a Hormônio Sexual
dc.subjectHormônios Esteroides Gonadais
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherHipogonadismo
dc.subject.otherHIV
dc.subject.otherTestosterona
dc.subject.otherglobulina de ligação a hormônio sexual
dc.subject.otherhormônios esteróides sexuais
dc.titleHipogonadismo em homens cia vivendo com HIV: prevalência, perfil clínico e metabólico
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Milena Maria Moreira Guimarães
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1287156897076261
local.contributor.advisor1Letícia Ferreira Gontijo Silveira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2113495112251803
local.contributor.referee1Mateus Rodrigues Westin
local.contributor.referee1Fabio Vasconcellos Comim
local.contributor.referee1Unaí Tupinambás
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9286899919197106
local.description.resumoO hipogonadismo masculino é definido pela deficiência sintomática de testosterona, sendo também observado na população vivendo com HIV. Embora frequente, sua prevalência é controversa, provavelmente devido à falta de padronização nos métodos para definição diagnóstica. Ademais, sua etiologia e relação com condições endócrino-metabólicas, como DM2, HAS, obesidade e síndrome metabólica permanece incerta. O presente estudo teve como objetivo determinar a prevalência do hipogonadismo em uma população de homens cis vivendo com HIV, além de avaliar a possível etiologia do hipogonadismo e sua associação com variáveis metabólicas nestes indivíduos. Este foi um estudo transversal prospectivo que avaliou pacientes vivendo com HIV recrutados de forma consecutiva em seguimento em um único centro terciário brasileiro. O hipogonadismo foi definido por concentrações baixas de testosterona total (TT) e/ou testosterona livre calculada (TLc), sendo também avaliada a presença de sintomas sugestivos através do questionário ADAM. Nos casos em que testosterona baixa foi detectada, o exame foi repetido para confirmação e adicionada a dosagem de LH para classificação em hipogonadismo hipo ou hipergonadotrófico. Além dos parâmetros hormonais, foram avaliadas variáveis demográficas, antropométricas, clínicas e metabólicas, bem como àquelas associadas à infecção pelo HIV, como passado de infecções oportunistas, terapia antirretroviral (TARV) utilizada durante o tratamento, tempo de infecção. Ao todo, foram incluídos 99 homens cis vivendo com HIV, com mediana de idade de 38 anos (19-73), tempo médio de infecção 7 anos (1-36). A prevalência de hipogonadismo foi de 33,3%. Nos 23 pacientes em que foi possível classificar o hipogonadismo, 18 (78,3%) apresentavam hipogonadismo hipogonadotrófico, e 5 (21,7%) hipergonadotrófico. O questionário ADAM mostrou sensibilidade de 81,8% e especificidade de 50%, condizente com estudos prévios. A população hipogonádica apresentou maior tempo médio de infecção pelo HIV (17 [1-35] vs. 4 [1-36] anos, p < 0,001), maior prevalência de HAS (33,3% vs 3%, p<0,001), disglicemia (60% vs. 30%, p=0,001), maiores níveis de triglicérides (154 [50-430] vs. 101 [42-605]mg/dL, p < 0,001), IMC >25 (57,6% vs 34,9%, p = 0,02), e aumento de circunferência abdominal (30,2% vs 6,1%, p = 0,013) em relação aos eugonádicos. Em conclusão, na população estudada, um terço dos homens vivendo com HIV apresentava hipogonadismo, sendo a maioria de origem central (hipogonadotrófico). Não foi possível determinar a etiologia, mas observamos uma associação positiva com componentes da síndrome metabólica, como adiposidade abdominal, HAS, disglicemia e níveis de triglicérides. A avaliação diagnóstica de hipogonadismo deve ser feita de maneira integral, sob risco de subdiagnóstico. Seu rastreio se justifica pela redução de qualidade de vida associada ao hipogonadismo não tratado, bem como pela associação com fatores metabólicos com impacto importante na morbimortalidade.
local.identifier.orcid0000-0003-1105-0655
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Medicina Molecular

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