Marcas do passado e trajetórias oblíquas no Museu da Cidade

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Iniciamos nossa discussão, embalados pelo “som” e fruição poética de Cazuza, que nos instiga a compreender o museu como espaço (re) siginificador de identidades entremeadas de saberes simbólicos, energia e fluidez. Nesse lugar de grandes novidades, de lapsos e de apagamentos de rastros,são provocados deslocamentos temporais, apropriações e usufrutos.Trata-se em pensar o espaço museal como local de memórias compartilhadas por uns e em conflito por outros, e nessa tensão revelam silenciamentos de memórias que não sejam hegemônica. No caso da constituição de museus de cidade, que narram a história do município não é raro encontrar aqueles que negam a heterogeneidade das práticas histórico sociais, excluindo aqueles que a história encarregou de excluir, de modo a correr o risco das representações do futuro (ou o presente) repetir o passado. Portanto, as reflexões apresentadas neste texto traduzem nosso esforço em compreender de que forma as disputas identitárias ocorridas na cidade de Governador Valadares/MG ao longo de sua história, comparecem na exposição encenada pelo Museu da Cidade. Perguntamos mais especificamente com quais silenciamentos e abusos de memória o museu narra a história local? Qual história narra o museu, de quais sujeitos e grupos sociais? Quem são os sujeitos e grupos invisibilizados na história narrada pelo museu? Inegavelmente, é importante pensar o museu como a instituição de memória das sociedades que assume sua função de criar pontes com o passado, o presente e o futuro. Na verdade, o museu é um território não só de guarda ou preservação da memória, mas também de sua construção social, muitas vezes utilizada como instrumento de luta e afirmação de identidades étnicas e culturais. Dessa forma,ressaltamos a importância da prática social e educativa em museus, com o intuito de promover a compreensão da história pelos sujeitos e promover vínculos de pertencimentos entre os grupos sociais e a localidade em que vivem, gerando possibilidade de engajamentos em práticas cidadãs na e pela localidade. Em outras palavras, o museu pode ser considerado um lugar para se viver uma experiência sensível e problematizadora produzindo significados através de seus objetos, exposições e propostas educativas, diferentes das empreendidas pela escola.

Abstract

Assunto

Museus, História local, Memória coletiva

Palavras-chave

Educação, Passado, Trajetórias

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https://xienpeh.ufrj.br/wp-content/uploads/anais_xi_enpeh_final.pdf

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