Lipids, gut microbiota, and the complex relationship with Alzheimer’s disease: a narrative review

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Resumo

Alzheimer’s Disease (AD) is a multifactorial, progressive, and chronic neurodegenerative disorder associated with the aging process. Memory deficits, cognitive impairment, and motor dysfunction are characteristics of AD. It is estimated that, by 2050, 131.5 million people will have AD. There is evidence that the gastrointestinal microbiome and diet may contribute to the development of AD or act preventively. Communication between the brain and the intestine occurs through immune cells in the mucosa and endocrine cells, or via the vagus nerve. Aging promotes intestinal dysbiosis, characterized by an increase in pro-inflammatory pathogenic bacteria and a reduction in anti-inflammatory response-mediating bacteria, thus contributing to neuroinflammation and neuronal damage, ultimately leading to cognitive decline. Therefore, the microbiota-gut-brain axis has a significant impact on neurodegenerative disorders. Lipids may play a preventive or contributory role in the development of AD. High consumption of saturated and trans fats can increase cortisol release and lead to other chronic diseases associated with AD. Conversely, low levels of omega-3 polyunsaturated fatty acids may be linked to neurodegenerative diseases. Unlike other studies, this review aims to describe, in an integrative way, the interaction between the gastrointestinal microbiome, lipids, and AD, providing valuable insights into how the relationship between these factors affects disease progression, contributing to prevention and treatment strategies.

Abstract

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa crônica, progressiva e multifatorial associada ao processo de envelhecimento. Déficits de memória, comprometimento cognitivo e disfunção motora são características da DA. Estima-se que, até 2050, 131,5 milhões de pessoas terão DA. Há evidências de que o microbioma gastrointestinal e a dieta podem contribuir para o desenvolvimento da DA ou atuar preventivamente. A comunicação entre o cérebro e o intestino ocorre por meio de células imunes na mucosa e células endócrinas, ou pelo nervo vago. O envelhecimento promove a disbiose intestinal, caracterizada pelo aumento de bactérias patogênicas pró-inflamatórias e redução de bactérias mediadoras de resposta anti-inflamatória, contribuindo assim para a neuroinflamação e danos neuronais, levando, em última análise, ao declínio cognitivo. Portanto, o eixo microbiota-intestino-cérebro tem um impacto significativo em doenças neurodegenerativas. Os lipídios podem desempenhar um papel preventivo ou contributivo no desenvolvimento da DA. O alto consumo de gorduras saturadas e trans pode aumentar a liberação de cortisol e levar a outras doenças crônicas associadas à DA. Por outro lado, baixos níveis de ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 podem estar ligados a doenças neurodegenerativas. Diferentemente de outros estudos, esta revisão tem como objetivo descrever, de forma integrativa, a interação entre o microbioma gastrointestinal, lipídios e DA, fornecendo insights valiosos sobre como a relação entre esses fatores afeta a progressão da doença, contribuindo para estratégias de prevenção e tratamento.

Assunto

Lipídeos, Microbioma gastrointestinal, Dieta, Doença de Alzheimer

Palavras-chave

Lipids, Gut microbiota, Diet pattern, Alzheimer’s disease

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