Ficções de vida na obra de Carlos Liscano

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Membros da banca

Graciela Ines Ravetti de Gomez
Elcio Loureiro Cornelsen
Walter Carlos Costa
Laura Janina Hosiasson

Resumo

Esta tese propõe uma leitura crítica da obra literária do uruguaio Carlos Liscano, a qual se destaca pelo seu caráter inovador no contexto das letras contemporâneas do seu país. Analisamos como o autor re-elabora, de uma maneira própria e eminentemente ficcional, a memória pessoal e a coletiva vinculadas ao passado recente o cárcere e a ditadura militar e ao momento de formação de algumas representações sedimentadas da cultura uruguaia. Investigamos de que modo Liscano problematiza as questões de como, por quê, para que e o quê da enunciação literária e como elas se integram à trama de seus livros. Apresentamos alguns conceitos que desempenham caráter heurístico na análise do corpus, dando destaque especial à paratopia e a dois corolários seus: a bio/grafia e a embreagem paratópica. Ponto de partida da nossa pesquisa, esta tríade conceitual, proposta por Dominique Maingueneau, pretende mostrar a fratura entre o lugar de enunciação do escritor e os enunciados proferidos, isto é, evidenciar a passagem de um espaço de vida para um outro de ficção, ambos metamorfoseados no ato de realização da obra. Estabelecemos um diálogo entre paratopia e heterotopia, de Michel Foucault, e entre paratopia e exotopia, de Mikhail Bakhtin. Tencionamos pensar o caráter heterogêneo da linguagem e da situação do sujeito no discurso, propor uma arqueologia possível da paratopia e criar um contexto teórico para embasar a leitura do corpus escolhido, composto pelas obras La mansión del tirano, El camino a Ítaca, Memorias de la guerra reciente, El furgón de los locos e La ciudad de todos los vientos. Um desdobramento teórico se torna fundamental para a abordagem destas obras: o problema da representação. Situando-nos paratopicamente, indagamos a capacidade do discurso literário de ser um lugar específico do dizer e do estar no mundo, de fazer o mundo, e não necessariamente de imitá-lo ou transcendê-lo.

Abstract

Assunto

Realidade em literatura Tese, Ficção uruguaia História e crítica, Análise do discurso literário, Biografia (como forma literária), Testemunho narrativo (Literatura), Liscano, Carlos, 1949- Crítica e interpretação, Enunciação, Imaginário, Literatura, Memória na literatura, Percepção espacial

Palavras-chave

literatura uruguaia, Carlos Liscano, memória

Citação

Departamento

Curso

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por