Ficções de vida na obra de Carlos Liscano

dc.creatorJuan Pablo Chiappara Cabrera
dc.date.accessioned2019-08-09T20:41:45Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:59:06Z
dc.date.available2019-08-09T20:41:45Z
dc.date.issued2009-12-10
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-7YMMPV
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectRealidade em literatura Tese
dc.subjectFicção uruguaia História e crítica
dc.subjectAnálise do discurso literário
dc.subjectBiografia (como forma literária)
dc.subjectTestemunho narrativo (Literatura)
dc.subjectLiscano, Carlos, 1949- Crítica e interpretação
dc.subjectEnunciação
dc.subjectImaginário
dc.subjectLiteratura
dc.subjectMemória na literatura
dc.subjectPercepção espacial
dc.subject.otherliteratura uruguaia
dc.subject.otherCarlos Liscano
dc.subject.othermemória
dc.titleFicções de vida na obra de Carlos Liscano
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Luis Alberto Ferreira Brandao Santos
local.contributor.referee1Graciela Ines Ravetti de Gomez
local.contributor.referee1Elcio Loureiro Cornelsen
local.contributor.referee1Walter Carlos Costa
local.contributor.referee1Laura Janina Hosiasson
local.description.resumoEsta tese propõe uma leitura crítica da obra literária do uruguaio Carlos Liscano, a qual se destaca pelo seu caráter inovador no contexto das letras contemporâneas do seu país. Analisamos como o autor re-elabora, de uma maneira própria e eminentemente ficcional, a memória pessoal e a coletiva vinculadas ao passado recente o cárcere e a ditadura militar e ao momento de formação de algumas representações sedimentadas da cultura uruguaia. Investigamos de que modo Liscano problematiza as questões de como, por quê, para que e o quê da enunciação literária e como elas se integram à trama de seus livros. Apresentamos alguns conceitos que desempenham caráter heurístico na análise do corpus, dando destaque especial à paratopia e a dois corolários seus: a bio/grafia e a embreagem paratópica. Ponto de partida da nossa pesquisa, esta tríade conceitual, proposta por Dominique Maingueneau, pretende mostrar a fratura entre o lugar de enunciação do escritor e os enunciados proferidos, isto é, evidenciar a passagem de um espaço de vida para um outro de ficção, ambos metamorfoseados no ato de realização da obra. Estabelecemos um diálogo entre paratopia e heterotopia, de Michel Foucault, e entre paratopia e exotopia, de Mikhail Bakhtin. Tencionamos pensar o caráter heterogêneo da linguagem e da situação do sujeito no discurso, propor uma arqueologia possível da paratopia e criar um contexto teórico para embasar a leitura do corpus escolhido, composto pelas obras La mansión del tirano, El camino a Ítaca, Memorias de la guerra reciente, El furgón de los locos e La ciudad de todos los vientos. Um desdobramento teórico se torna fundamental para a abordagem destas obras: o problema da representação. Situando-nos paratopicamente, indagamos a capacidade do discurso literário de ser um lugar específico do dizer e do estar no mundo, de fazer o mundo, e não necessariamente de imitá-lo ou transcendê-lo.
local.publisher.initialsUFMG

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