Análise da rugosidade de enxertos corneanos preparados para transplante endotelial em humanos utilizando microscopia de desfocalização,microscopia eletrônica de varredura e perfilometria óptica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Objetivos: comparar, através da microscopia de desfocalização (MD), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e perfilometria óptica (PO), a rugosidade das superfícies de córneas preparadas para transplante endotelial por meio das técnicas DMEK (Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty), DSAEK (Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty), DSEK (Descemet Stripping Endothelial Keratoplasty) e suas variações. Em seguida, realizar correlação das medidas de rugosidade à MEV, MD e PO para cada técnica de preparo de enxerto corneano. Metodologia: foram obtidas 31 córneas humanas do banco de olhos da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) descartadas para transplante devido sorologia positiva para hepatite B, C ou HIV, com contagem endotelial superior a 1700 células por milímetro quadrado. Foram excluídas do estudo córneas com tempo de preservação superior a 10 dias, temperatura de conservação na admissão do banco de olhos superior a cinco graus Celsius ou classificadas como tectônicas. As córneas foram divididas em cinco grupos: DSEK 1, DSEK 2, DSAEK 1,DSAEK 2 e DMEK. Após o preparo das córneas através das diferentes técnicas, foi realizada, primeiramente, a análise da superfície através da MD, sendo as amostras mantidas no próprio meio de conservação. Obtiveram-se os índices de rugosidade média 1 (MD1) e 2 (MD2)para cada amostra. Em seguida foi realizado preparo para estudo à MEV, sendo as imagens obtidas nas ampliações de 20X, 350X e 1000X. Para análise qualitativa as imagens com ampliação de 350X foram classificadas em três grupos: grupo 1 (superfície rugosa), grupo 2 (superfície intermediária) e grupo 3 (superfície lisa). Para estudo quantitativo foi utilizada a imagem com magnificação de 350X, analisada pelo software image J. As mesmas amostras utilizadas para MEV foram analisadas à PO, obtendo-se os índices de rugosidade média (Ra) e rugosidade média quadrática (Rq). Resultados: não foram encontradas diferenças quanto a rugosidade da superfície do enxerto entre as técnicas de preparo para transplante endotelial através da MD (p=0,190 e 0,089,para MD1 e MD2 ). Na análise subjetiva da rugosidade à MEV, houve boa correlação entre os observadores (Kappa variando entre 0,6 e 0,8), com diferença estatisticamente significativa apenas entre a técnica DMEK e as demais (p<0,001-extensão do teste exato de Fisher). Na análise quantitativa através dos níveis de cinza (MEV), a superfície dos enxertos preparados para DMEK foi considerada mais lisa em relação às demais (p<0,001-Tukey), excetuando-se a técnica DSAEK 2 (p=0,062-Tukey). Na PO a única diferença significativa foi entre a técnica DMEK e as demais (p<0,001-Tukey). Por fim, houve correlação entre a técnica de PO (através do índice Rq) e os índices de rugosidade obtidos pela microscopia de desfocalização (coeficiente de Spearman(s) – 0,511 e 0,620 para MD1 e MD2, respectivamente). Correlação também foi obtida na comparação com o nível de cinza da MEV (s=0,501). Conclusão: a técnica DMEK se associou a enxertos corneanos mais lisos que as demais técnicas para transplante endotelial à avaliação pela MEV e pela PO. Foi identificada correlação entre os índices quantitativos de rugosidade na MD, MEV e PO. Estas técnicas de microscopia podem ser úteis para análise da rugosidade dos enxertos corneanos preparados para transplante endotelial.

Abstract

Assunto

Transplante de córnea, Microscopia Eletrônica de Varredura, Epitélio Posterior

Palavras-chave

Tranplante de cornea, Microscopia eletrônica de varredura, Epitélio posterior

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