Análise da rugosidade de enxertos corneanos preparados para transplante endotelial em humanos utilizando microscopia de desfocalização,microscopia eletrônica de varredura e perfilometria óptica

dc.creatorDaniel Amorim Leite
dc.date.accessioned2019-12-19T10:26:01Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:28:25Z
dc.date.available2019-12-19T10:26:01Z
dc.date.issued2014-12-19
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/31617
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTransplante de córnea
dc.subjectMicroscopia Eletrônica de Varredura
dc.subjectEpitélio Posterior
dc.subject.otherTranplante de cornea
dc.subject.otherMicroscopia eletrônica de varredura
dc.subject.otherEpitélio posterior
dc.titleAnálise da rugosidade de enxertos corneanos preparados para transplante endotelial em humanos utilizando microscopia de desfocalização,microscopia eletrônica de varredura e perfilometria óptica
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Joel Edmur Boteon
local.contributor.advisor1Daniel Vítor de Vasconcelos Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6549490172548343
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2769843701639045
local.description.resumoObjetivos: comparar, através da microscopia de desfocalização (MD), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e perfilometria óptica (PO), a rugosidade das superfícies de córneas preparadas para transplante endotelial por meio das técnicas DMEK (Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty), DSAEK (Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty), DSEK (Descemet Stripping Endothelial Keratoplasty) e suas variações. Em seguida, realizar correlação das medidas de rugosidade à MEV, MD e PO para cada técnica de preparo de enxerto corneano. Metodologia: foram obtidas 31 córneas humanas do banco de olhos da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) descartadas para transplante devido sorologia positiva para hepatite B, C ou HIV, com contagem endotelial superior a 1700 células por milímetro quadrado. Foram excluídas do estudo córneas com tempo de preservação superior a 10 dias, temperatura de conservação na admissão do banco de olhos superior a cinco graus Celsius ou classificadas como tectônicas. As córneas foram divididas em cinco grupos: DSEK 1, DSEK 2, DSAEK 1,DSAEK 2 e DMEK. Após o preparo das córneas através das diferentes técnicas, foi realizada, primeiramente, a análise da superfície através da MD, sendo as amostras mantidas no próprio meio de conservação. Obtiveram-se os índices de rugosidade média 1 (MD1) e 2 (MD2)para cada amostra. Em seguida foi realizado preparo para estudo à MEV, sendo as imagens obtidas nas ampliações de 20X, 350X e 1000X. Para análise qualitativa as imagens com ampliação de 350X foram classificadas em três grupos: grupo 1 (superfície rugosa), grupo 2 (superfície intermediária) e grupo 3 (superfície lisa). Para estudo quantitativo foi utilizada a imagem com magnificação de 350X, analisada pelo software image J. As mesmas amostras utilizadas para MEV foram analisadas à PO, obtendo-se os índices de rugosidade média (Ra) e rugosidade média quadrática (Rq). Resultados: não foram encontradas diferenças quanto a rugosidade da superfície do enxerto entre as técnicas de preparo para transplante endotelial através da MD (p=0,190 e 0,089,para MD1 e MD2 ). Na análise subjetiva da rugosidade à MEV, houve boa correlação entre os observadores (Kappa variando entre 0,6 e 0,8), com diferença estatisticamente significativa apenas entre a técnica DMEK e as demais (p<0,001-extensão do teste exato de Fisher). Na análise quantitativa através dos níveis de cinza (MEV), a superfície dos enxertos preparados para DMEK foi considerada mais lisa em relação às demais (p<0,001-Tukey), excetuando-se a técnica DSAEK 2 (p=0,062-Tukey). Na PO a única diferença significativa foi entre a técnica DMEK e as demais (p<0,001-Tukey). Por fim, houve correlação entre a técnica de PO (através do índice Rq) e os índices de rugosidade obtidos pela microscopia de desfocalização (coeficiente de Spearman(s) – 0,511 e 0,620 para MD1 e MD2, respectivamente). Correlação também foi obtida na comparação com o nível de cinza da MEV (s=0,501). Conclusão: a técnica DMEK se associou a enxertos corneanos mais lisos que as demais técnicas para transplante endotelial à avaliação pela MEV e pela PO. Foi identificada correlação entre os índices quantitativos de rugosidade na MD, MEV e PO. Estas técnicas de microscopia podem ser úteis para análise da rugosidade dos enxertos corneanos preparados para transplante endotelial.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e à Oftalmologia

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