Neural correlates of emotional memory for faces

dc.creatorGabriel Ferreira Dias Gomide
dc.date.accessioned2026-03-16T14:56:52Z
dc.date.issued2026-02-09
dc.description.abstractEsta dissertação investiga os efeitos da emoção nos processos de memória e mecanismos neurais de codificação e recuperação de faces. Três experimentos foram conduzidos utilizando eletroencefalograma para registrar potenciais relacionados a eventos (PREs). No Experimento 1, os participantes codificaram faces com expressões de medo e felicidade. No teste, as faces codificadas foram mostradas novamente com expressões neutras entre faces novas. Os participantes realizaram um teste de reconhecimento e recordaram a expressão emocional com a qual cada face-alvo foi codificada. Descobrimos que faces de medo mostram melhor acurácia de reconhecimento do que faces felizes. Durante a codificação, as amplitudes dos PREs de memória subsequente foram maiores nas latências iniciais/médias para faces de medo, indicando que a excitação influencia a percepção e atenção, modificando a codificação e priorizando estímulos emocionais. Durante a recuperação, faces de medo seletivamente aumentaram a atividade velho/novo de latência inicial a média sobre eletrodos laterais-frontais esquerdos, indicando que os aprimoramentos da memória teriam vindo de processos iniciais de reconhecimento ao invés dos processos típicos de familiaridade e recordação. O Experimento 2 envolveu apresentar faces neutras sobrepostas em diferentes cenas contextuais para codificação, incluindo contextos emocionais negativos, positivos e neutros. No teste, os participantes foram apresentados com faces estudadas e novas e realizaram um teste de reconhecimento. A análise não mostrou diferenças comportamentais entre as condições emocionais, mas uma negatividade precoce nos PREs relacionada à emoção, possivelmente refletindo uma positividade velho/novo atenuada para faces codificadas emocionalmente. Esses resultados sugerem que contextos negativos engajaram uma reativação implícita do sinal de excitação contextual que modulou, mas não fortaleceu, a recuperação explícita. No Experimento 3, os participantes codificaram faces e objetos em cenas contextuais negativas e neutras, e no teste realizaram uma tarefa Lembrar/Saber. A análise mostrou que objetos foram melhor lembrados do que faces. Faces produziram amplitudes de PREs maiores e mais precoces na codificação. Houve um efeito neutro > negativo mais precoce sobre sítios frontais para faces e mais tardio sobre sítios centro-parietais para objetos. Isso sugere que contextos negativos com componentes maiores relacionados à percepção emocional sobrepuseram a codificação relacionada ao alvo, diminuindo as amplitudes dos PREs relacionadas à codificação. Na recuperação, apenas faces exibiram diferenças emocionais fronto-centrais tardias. Isso indica que processos de monitoramento para objetos atenuaram positividades tardias dos PREs, mascarando diferenças emocionais. No geral, esta tese mostrou que a emoção modula a memória tanto na codificação quanto na recuperação de maneiras diferentes. Essa modulação varia por classe de estímulo. A emoção modula a memória para itens neutros tanto através de expressões faciais quanto de contextos de fundo. Faces de medo e faces codificadas em contextos negativos mostraram vantagem de reconhecimento e um efeito emocional frontal esquerdo topograficamente similar durante a recuperação. Embora diferentes no tempo, postulamos que a emoção intensificou sinais perceptuais nesses casos. Criticamente, os efeitos encontrados frequentemente apareceram como modulações, atenuações ou inversões de polaridade dos marcadores de memória dos PREs, revelando impactos neurais latentes não necessariamente evidentes na acurácia.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.description.sponsorshipINCT – Instituto nacional de ciência e tecnologia (Antigo Instituto do Milênio)
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/2157
dc.languageeng
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectNeurociências
dc.subjectPotenciais Evocados
dc.subjectMemória
dc.subjectEmoções
dc.subjectReconhecimento Facial
dc.subject.otherEvent-related potentials
dc.subject.otherEmotion
dc.subject.otherFaces
dc.subject.otherContext
dc.subject.otherOld/New effect
dc.subject.otherRecognition memory
dc.subject.otherSubsequent memory effect
dc.titleNeural correlates of emotional memory for faces
dc.title.alternativeCorrelatos neurais da memória emocional para faces
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Antonio Jaeger
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3412064229607053
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4017767364536450
local.description.embargo2026-02-09
local.description.resumoThis dissertation investigates the effects of emotion on the memory processes and neural mechanisms of encoding and retrieval of faces. Three experiments were conducted using electroencephalogram to record event-related potentials (ERPs). In Experiment 1, participants encoded faces with fearful and happy expressions. At test, the encoded faces were shown again with neutral expressions among new faces. Participants performed a recognition memory test and then were asked to recall the emotional expression each target face was encoded with. We found that fearful faces show better recognition accuracy than happy faces. During encoding, subsequent memory ERP amplitudes were greater in the early/mid latencies for fearful faces, indicating that arousal influence perception and attention, modifying memory encoding and prioritizing emotional stimuli. During retrieval, fearful faces selectively enhanced early to mid-latency old/new activity over left lateral-frontal electrodes indicating that the memory enhancements would have come from early recognition memory processes rather than typical familiarity and recollection processes. Experiment 2 involved presenting neutral faces superimposed on different contextual scenes for encoding, including negative, positive, and neutral emotional contexts. At test, participants were presented with studied and new faces and performed a recognition memory test. The analysis showed no behavioural differences across emotional conditions, but an emotion-related early ERP negativity possibly reflecting an attenuated old/new positivity for emotionally encode faces. These results suggest that negative contexts engaged an implicit, reactivation of contextual arousal signal that modulated, but did not strengthen, explicit retrieval. In Experiment 3, participants encoded both faces and objects in negative and neutral contextual scenes, and at test performed a Remember/Know task. The analysis showed that objects were better remembered than faces. Also, faces produced larger and earlier ERP amplitudes at encoding. There was a neutral > negative effect which was earlier over frontal sites for faces and later over centro-parietal sites for objects. This suggests that negative contexts larger emotion perception-related components (EPN/LPP) overlapped target-related encoding, diminishing encoding related ERP amplitudes. At retrieval, only faces exhibited a late fronto-central emotional differences. This indicates that monitoring processes for objects attenuated late ERP positivities, consequently masking emotional differences. Overall, this doctoral dissertation showed that emotion modulates memory at both encoding and retrieval differently. Also, this modulation varies by stimulus class. Emotion modulates memory for neutral related items through both facial expressions and contextual backgrounds. Fearful faces and faces encoded in negative contexts showed both a recognition memory advantage and a topographically similar left frontal emotional effect during retrieval. Although, different in timing, we pose that emotion enhanced perceptual signals in these cases. Critically, the effects we found in this research often appeared as modulations, attenuations or even polarity shifts, of ERP memory markers, revealing latent neural impacts not necessarily evident in accuracy.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-3418-1981
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Neurociências
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA COGNITIVA
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA FISIOLOGICA::NEUROLOGIA, ELETROFISIOLOGIA E COMPORTAMENTO

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