“A alegria da conquista”: Análise do processo de construção da autonomia dos movimentos psicomotores ao longo de três anos em uma turma de Educação Infantil
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Rosa Costa Picanço Moreira
Maria de Fátima Cardoso Gomes
Lais Caroline Andrade Bitencourt
Iza Rodrigues da Luz
Maria de Fátima Cardoso Gomes
Lais Caroline Andrade Bitencourt
Iza Rodrigues da Luz
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo compreender e analisar o processo de apropriação da
autonomia dos movimentos psicomotores (engatinhar, ficar de pé com e sem apoio, andar,
descer e subir o escorregador) de uma criança, ao longo de três anos, no contexto de uma
Escola Municipal de Educação Infantil de Belo Horizonte, aqui denominada EMEI Tupi. Por
meio de uma abordagem teórico-metodológica baseada na Psicologia Histórico-Cultural de
Vigotski, na Psicogenética de Wallon, na Abordagem Pikler e na Etnografia em Educação,
através da observação participante, realizando videogravações e entrevistas semiestruturadas
durante todo o ano de 2019, analisamos o material de uso empírico ao longo de três anos,
desde a inserção das crianças no berçário, em 2017, e buscamos problematizar como uma
dessas crianças conquista a autonomia de seus movimentos, o que a instiga e em quais
situações e oportunidades foi desafiada a conquistar determinados movimentos. Através da
unidade de análise [ação psicomotora/cognição social situada], compreendemos que o ato não
é apenas motor, mas sim psicomotor, estando dialeticamente vinculado às emoções e ao
pensamento. A construção do processo de autonomia dos movimentos corporais foi permeada
pelas situações sociais de desenvolvimento, constituída pelas diferentes linguagens em uso
(expressões faciais, corporais, mudanças no tônus muscular levando à transformação de
Danilo – sentar, arrastar-se, engatinhar, ficar de pé, andar, subir e descer do escorregador),
pelas interações sociais estabelecidas entre o grupo, pelo papel do adulto e pelo interesse das
crianças nos artefatos culturais. Percebemos, ao longo das análises, que os movimentos vão se
transformando ao longo do tempo, pois o meio provoca mudanças no desenvolvimento, ao
passo que o desenvolvimento também provoca mudanças no meio.
Abstract
Assunto
Educação, Psicologia educacional, Psicologia do desenvolvimento, Psicologia do movimento, Lactentes - capacidade motora, Crianças - Desenvolvimento, Educação de crianças, Etnologia - Educação, Belo Horizonte (MG) - Educação
Palavras-chave
Bebês, Educação infantil, Autonomia, Psicologia histórico-cultural, Etnografia em educação