Uma leitura das viagens contemporâneas: a questão do testemunho nas narrativas de viagem

dc.creatorJulia Fonseca de Castro
dc.date.accessioned2019-08-11T15:24:34Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:16:20Z
dc.date.available2019-08-11T15:24:34Z
dc.date.issued2013-04-08
dc.description.abstractTraveling is a wide subject that refers to human movement, the history of civilizations and also to a contemporary activity that has been conquering a rising number of practitioners: tourism. The understanding of traveling as geographical displacement is often exacerbated in the most conventional readings about the subject, creating pejorative misinterpretations about waywardness and nomadism when it does not acknowledge the symbolism inherent to the act of traveling. The spatial movements of a traveler, the constant expression of a desire for change, impose transformations such as those underwent by the hero Ulysses, of Homers Odyssey archetype of the western traveler. Since the Odyssey, it has been possible to identify the creation of a discourse that associates the traveler to a witness that is authorized to narrate. Innumerable writers, authors and adventurers that self represented themselves as authentic witnesses have contributed to and strengthened a discourse about traveling that reinforces it as a means for creating a testimonial about places, but does not acknowledge its counterpart the travelers interior transformation. Historically constituted, testimonial traveling discourse that defines and values the travelers activities as a way to see for oneself and narrate with ones own hands was triggered by the publishing tendencies related to travel literature and passed over through centuries; it still seems to resonate in the present. The traveler-witness of contemporaneous times has become a type of consumer to whom traveling works as a social rite that resembles a trick of mirrors: the other is but a reflection of ones own image. The understanding of the creation, diffusion, reach and limits of the testimonial traveling speech, as well as the discussion of the relations between traveling and writing/reading, experience and narrative, and science and literature, enable a wider and more generous reading about traveling and its contemporaneous shades.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/IGCC-9GNPSG
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectViagem
dc.subjectTurismo
dc.subject.otherViagem contemporânea
dc.subject.otherNarrativas de viagem
dc.subject.otherTestemunho
dc.subject.otherDiscurso
dc.titleUma leitura das viagens contemporâneas: a questão do testemunho nas narrativas de viagem
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Cassio Eduardo Viana Hissa
local.contributor.referee1Doralice Barros Pereira
local.contributor.referee1Adriana Ferreira de Melo
local.contributor.referee1Angela Maria da Silva Gomes
local.description.resumoA viagem é um tema amplo que se refere aos deslocamentos humanos, à história das civilizações e, também a uma atividade contemporânea que conquista um número crescente de adeptos: o turismo. A compreensão da viagem como um tipo de mobilidade espacial é, frequentemente, levada ao limite nas leituras mais convencionais sobre o tema, gerando interpretações pejorativas sobre a errância, o nomadismo e desconsiderando a simbologia envolvida no ato de viajar. Sempre expressão de um desejo de mudança, o deslocamento espacial do viajante impõe transformações, como as sofridas pelo herói Ulisses, da Odisseia de Homero arquétipo do viajante ocidental. Desde a Odisseia, é possível identificar a formação de um discurso que associa o viajante a uma testemunha que é autorizada a narrar. Inumeráveis escritores, autores e aventureiros, ao se autorrepresentarem como testemunha autêntica, contribuem e reforçam um discurso sobre viagem que a valoriza como meio de produção de um testemunho sobre os lugares, mas que não contempla a sua contraparte a transformação interior gerada pela experiência. Historicamente constituída, a viagem de testemunho discurso que define e valoriza a atividade do viajante como meio para ver com os próprios olhos e narrar com as próprias mãos foi impulsionada pelo movimento editorial relacionado à literatura de viagem, atravessou séculos e parece ressoar ainda hoje. O viajante-testemunha da contemporaneidade se transforma em consumidor para o qual a viagem representa um rito social que se assemelha a um jogo de espelhos: o outro representa apenas um reflexo da sua própria imagem. Compreender a formação, as características, difusão e alcance do discurso da viagem de testemunho, bem como discutir as relações entre viajar e escrever/ler, experiência e narrativa e entre ciência e literatura, auxiliam uma leitura mais ampla e generosa sobre a viagem e suas nuances contemporâneas.
local.publisher.initialsUFMG

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