Internações das crianças com doença falciforme triadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais em unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde, no período de 1999 a 2012
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Alzira de Oliveira Jorge
Rodolfo Delfini Cançado
Célia Maria Silva
Heloísa de Carvalho Torres
Rodolfo Delfini Cançado
Célia Maria Silva
Heloísa de Carvalho Torres
Resumo
Introdução: A doença falciforme (DF) determina morbimortalidade elevada na infância. Em Minas Gerais, a incidência do traço da hemoglobina S (Hb S) é de 3,3% (1:30) e a da DF é de 1: 1.400 recém-nascidos triados, tendo como base o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). O PTN-MG abrange todos os municípios do Estado e sua cobertura é de 92% dos recém-nascidos vivos. Foram analisadas as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) de crianças com doença falciforme (DF) triadas pelo Programa de Triagem Neonatal em Minas Gerais, entre 1999 e 2012. Métodos: Estudo retrospectivo utilizando a base de dados do Sistema de Informação Hospitalar do DATASUS. Foram identificadas as internações com o código D57 (CID10) nos campos de diagnóstico primário ou secundário nas Autorizações de Internação Hospitalar do SUS estadual. Identificaram-se 969 crianças que haviam sido triadas naquele período, totalizando 2.991 internações. Para a comparação entre as bases de dados do PTN-MG e do Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS) foram analisadas as internações a partir de 2005, ano a partir do qual a ficha de contrarreferência do PTN-MG passou a incluir os registros das internações informados por pacientes e familiares. Extraiu-se, dessa forma um subconjunto de internações entre 2005 e 2012 para comparação das duas bases. Compararam-se, ainda, as crianças nascidas em 2005-2006 com as nascidas em 2009-2010, todas seguidas por dois anos. Resultados: Considerando se as internações de 1999 a 2012, 73,2% das crianças tinham Hb SS/Sβ0 talassemia e 48% eram meninas. A média de idade foi de 4,3±3,16 anos, a do número de internações, 3,1±3,3 e a do tempo de permanência, 5±3,92 dias. As readmissões hospitalares ocorreram em 16,7% das crianças; 10% das internações se associaram à readmissão em até 30 dias pós-alta; 33% das readmissões ocorreram em até 7 dias pós-alta. Ocorreram 41 óbitos, 95% em ambiente hospitalar. O diagnóstico secundário não foi registrado em 96% das internações, impossibilitando conhecer o motivo da internação. O total de internações de crianças até 14 anos com DF em relação ao total das internações pediátricas aumentou três vezes comparando-se 1999 com 2012. Entre 2005 e 2012, registraram-se 2.678 internações SIH-SUS (CID10-D57) realizadas por 903 crianças de um total de 2.454 crianças em acompanhamento pelo PTN-MG. Em contraste, foram informadas pelo PTN-MG 5.343 internações relativas a 1.505 crianças.
Comparando-se as crianças com ou sem internações nas duas bases de dados, constatou-se que meninos foram internados mais frequentemente que meninas (P=0,0005) e crianças com Hb SS/Sß0 mais frequentemente do que SC (P <1x10-6). A crise álgica foi causa de 46% das internações, as infecções, de 42% e o sequestro esplênico, de 13%. Conclusões: Constatou-se que, apesar da grande demanda por internações, a DF ainda é condição pouco reconhecida e registrada nos formulários oficiais dos sistemas de informação em saúde de MG, realidade que vem sendo modificada com a implantação da triagem neonatal para hemoglobinopatias em 1998, o que teria incrementado a “visibilidade” da doença. Mesmo com limitações relacionadas à qualidade do registro dos dados no banco de dados, tanto no SIH-SUS quanto no PTN-MG, os resultados deste estudo refletem o panorama das internações de crianças triadas com DF em MG, permitindo reconhecer as características dessas internações e contribuindo para o planejamento do cuidado na rede assistencial do SUS.
Abstract
Assunto
Anemia Falciforme/epidemiologia, Serviço Hospitalar de Admissão de Pacientes, Sistema Único de Saúde, Triagem Neonatal, Triagem Neonatal, Sistemas de Informação Hospitalar/estatística & dados numéricos, Criança
Palavras-chave
Anemia falciforme, epidemiologia, Triagem neonatal, Sistema de informação hospitalar, Sistema único de saúde
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
