Internações das crianças com doença falciforme triadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais em unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde, no período de 1999 a 2012

dc.creatorAna Paula Pinheiro Chagas Fernandes
dc.date.accessioned2022-05-03T11:03:54Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:59:47Z
dc.date.available2022-05-03T11:03:54Z
dc.date.issued2016-05-11
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/41315
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAnemia Falciforme/epidemiologia
dc.subjectServiço Hospitalar de Admissão de Pacientes
dc.subjectSistema Único de Saúde
dc.subjectTriagem Neonatal
dc.subjectTriagem Neonatal
dc.subjectSistemas de Informação Hospitalar/estatística & dados numéricos
dc.subjectCriança
dc.subject.otherAnemia falciforme
dc.subject.otherepidemiologia
dc.subject.otherTriagem neonatal
dc.subject.otherSistema de informação hospitalar
dc.subject.otherSistema único de saúde
dc.titleInternações das crianças com doença falciforme triadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais em unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde, no período de 1999 a 2012
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marcos Borato Viana
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6707055443168938
local.contributor.referee1Alzira de Oliveira Jorge
local.contributor.referee1Rodolfo Delfini Cançado
local.contributor.referee1Célia Maria Silva
local.contributor.referee1Heloísa de Carvalho Torres
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/98244697188212870000
local.description.resumoIntrodução: A doença falciforme (DF) determina morbimortalidade elevada na infância. Em Minas Gerais, a incidência do traço da hemoglobina S (Hb S) é de 3,3% (1:30) e a da DF é de 1: 1.400 recém-nascidos triados, tendo como base o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). O PTN-MG abrange todos os municípios do Estado e sua cobertura é de 92% dos recém-nascidos vivos. Foram analisadas as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) de crianças com doença falciforme (DF) triadas pelo Programa de Triagem Neonatal em Minas Gerais, entre 1999 e 2012. Métodos: Estudo retrospectivo utilizando a base de dados do Sistema de Informação Hospitalar do DATASUS. Foram identificadas as internações com o código D57 (CID10) nos campos de diagnóstico primário ou secundário nas Autorizações de Internação Hospitalar do SUS estadual. Identificaram-se 969 crianças que haviam sido triadas naquele período, totalizando 2.991 internações. Para a comparação entre as bases de dados do PTN-MG e do Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS) foram analisadas as internações a partir de 2005, ano a partir do qual a ficha de contrarreferência do PTN-MG passou a incluir os registros das internações informados por pacientes e familiares. Extraiu-se, dessa forma um subconjunto de internações entre 2005 e 2012 para comparação das duas bases. Compararam-se, ainda, as crianças nascidas em 2005-2006 com as nascidas em 2009-2010, todas seguidas por dois anos. Resultados: Considerando se as internações de 1999 a 2012, 73,2% das crianças tinham Hb SS/Sβ0 talassemia e 48% eram meninas. A média de idade foi de 4,3±3,16 anos, a do número de internações, 3,1±3,3 e a do tempo de permanência, 5±3,92 dias. As readmissões hospitalares ocorreram em 16,7% das crianças; 10% das internações se associaram à readmissão em até 30 dias pós-alta; 33% das readmissões ocorreram em até 7 dias pós-alta. Ocorreram 41 óbitos, 95% em ambiente hospitalar. O diagnóstico secundário não foi registrado em 96% das internações, impossibilitando conhecer o motivo da internação. O total de internações de crianças até 14 anos com DF em relação ao total das internações pediátricas aumentou três vezes comparando-se 1999 com 2012. Entre 2005 e 2012, registraram-se 2.678 internações SIH-SUS (CID10-D57) realizadas por 903 crianças de um total de 2.454 crianças em acompanhamento pelo PTN-MG. Em contraste, foram informadas pelo PTN-MG 5.343 internações relativas a 1.505 crianças. Comparando-se as crianças com ou sem internações nas duas bases de dados, constatou-se que meninos foram internados mais frequentemente que meninas (P=0,0005) e crianças com Hb SS/Sß0 mais frequentemente do que SC (P <1x10-6). A crise álgica foi causa de 46% das internações, as infecções, de 42% e o sequestro esplênico, de 13%. Conclusões: Constatou-se que, apesar da grande demanda por internações, a DF ainda é condição pouco reconhecida e registrada nos formulários oficiais dos sistemas de informação em saúde de MG, realidade que vem sendo modificada com a implantação da triagem neonatal para hemoglobinopatias em 1998, o que teria incrementado a “visibilidade” da doença. Mesmo com limitações relacionadas à qualidade do registro dos dados no banco de dados, tanto no SIH-SUS quanto no PTN-MG, os resultados deste estudo refletem o panorama das internações de crianças triadas com DF em MG, permitindo reconhecer as características dessas internações e contribuindo para o planejamento do cuidado na rede assistencial do SUS.
local.identifier.orcid0000-0002-5720-6013
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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