Solventes alternativos para desacidificação do óleo de polpa de macaúba por extração líquido-líquido para produção de biodiesel
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
A escolha da matéria-prima a ser utilizada na produção de biodiesel é um dos fatores mais relevantes que influenciam no preço do combustível bem como nas propriedades do produto final (ANUAR; ABDULLAH, 2016). A utilização de óleos com baixo custo e de boa qualidade é essencial para garantir a viabilidade econômica do biocombustível, uma vez que a maior parte do preço final do biodiesel é associada ao custo da matéria-prima (MANAF et al., 2019). Nesse sentido, o uso de óleos não comestíveis, como o óleo de macaúba, apresenta-se como uma alternativa vantajosa, podendo resultar na redução de custos de produção e evitando a competição de mercado com setores alimentícios (AMBAT; SRIVASTAVA; SILLANPÄÄ, 2018). A macaúba é uma palmeira nativa de regiões tropicais que apresenta alta produtividade de óleo por área plantada, alta capacidade de adaptação e alta capacidade de recuperação de solos, podendo ser plantada consorciada com outras culturas ou com a agropecuária, como alternativa para recuperação de áreas degradadas (CÉSAR et al., 2015; PIRES et al., 2013). Entretanto, a colheita e a extração do óleo do fruto da macaúba favorecem processos degradativos, resultando em óleos de polpa com alto teor de ácidos graxos livres (AGLs), o que é indesejável para sua utilização como matéria- prima na produção de biodiesel via transesterificação alcalina (SOUZA et al., 2016). Em contrapartida, AGLs são compostos de grande interesse industrial (REZENDE et al., 2015). Alguns processos de desacidificação de óleos já foram propostos, como a neutralização química com hidróxido de sódio. Porém, nesse tipo de processo, a recuperação dos AGLs se torna inviável, visto que tais compostos reagem com a base formando sabão. Além disso, há grande perda de óleo neutro, devido à hidrólise dos triglicerídeos, assim como à oclusão de óleo no sabão formado (BHOSLE; SUBRAMANIAN, 2005; NUNES et al., 2015). Considerando o exposto, neste estudo avaliou-se a utilização da extração líquido-líquido como um processo alternativo para remoção dos AGLs do óleo de macaúba. Esse método se baseia na diferença de solubilidade entre os AGLs e os triglicerídeos em um solvente (extratante). Trata se de um processo vantajoso por apresentar baixo consumo de energia e possível recuperação de todos compostos envolvidos, diminuindo gastos e a geração de resíduos.
Abstract
Assunto
Biodiesel, Biocombustíveis, Óleos vegetais como combustível, Óleo de macaúba, Óleo de palmeira, Extração por solventes, Ácidos graxos, Equilíbrio líquido-líquido, Físico-química, Acetonitrila
Palavras-chave
Óleo de macaúba, Desacidificação, Extração líquido-líquido