Avaliação de volume e diâmetros em membros inferiores de primigenistas normais, com pletismografia a ar e ultra-sonografia vascular
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Cezar Alencar de Lima Rezende
Zilma Silveira Nogueira Reis
Zilma Silveira Nogueira Reis
Resumo
Objetivo: descrever os efeitos fisiológicos da gestação na hemodinâmica venosa dos membros inferiores de primigestas sem intercorrências clínicas. Método: dezesseis mulheres nuligestas (G1) e dezesseis primigestas sem intercorrências clínicas e com média de idade gestacional de 27,7 semanas (G2) foram avaliadas por meio da pletismografia a ar (PGA), do duplex-scan (DS) e da avaliação físicavascular (AFV) dos membros inferiores. Resultados: o volume venoso (VV) dos membros inferiores quantificado pela PGA apresentou aumento no grupo de primigestas em relação ao grupo-controle, com diferença significativa entre os grupos (G1: 94,7±27,3 ml; G2: 110,1±30,2 ml / p=0,036). Os diâmetros da veia femoral comum (VFC), da veia safena magna (VSM) e da veia poplítea (VP) foram medidos por meio do duplex-scan e o grupo de primigestas mostrou aumento no calibre desses vasos em relação ao grupo-controle, com diferença significativa entre os grupos (G1-VFC: 10,14±1,24 mm; G2-VFC: 12,72±2,27 mm;p<0,001/ G1-VSM: 3,55±0,98 mm; G2-VSM: 4,81±1,15 mm; p<0,001/ G1-VP: 5,36±1,07 mm; G2-VP: 6,87±1,68 mm; p<0,001). Em relação à classificação clínica CEAP, no grupo G1 havia 12 mulheres em C0 e quatro em C1; e no grupo G2 havia 11 gestantes em C0 e cinco em C1. Os sintomas avaliados foram dor, prurido, peso e câimbra. No grupo G1, 37,5% das mulheres estudadas tinham queixa vascular nos membros inferiores; no grupo G2, 75% das gestantes relatavam sintomas vasculares, tendo sido a câimbra, neste grupo, o sintoma mais comum. Ao se comparar os sintomas vasculares com os achados da PGA edo DS no grupo das gestantes, notou-se valor significativo (p<0,001) apenas entre a presença de sintomas e o aumento do diâmetro venoso da veia safena magna. Utilizou-se o programa estatístico MINITAB e um nível de significância < 5%. Conclusão: a gestação provoca mudanças na hemodinâmica venosa dos membros inferiores. Na gravidez, há aumento do volume e dos calibres venosos dos membros inferiores. As alterações da VSM têm relação com os sintomas vasculares em gestantes. E a pletismografia a ar mostrou-se adequada para aavaliação vascular de membros inferiores em mulheres grávidas.
Abstract
Assunto
Extremidade inferior/ultra-sonografia, Extremidade inferior/irrigação sanguínea, Complicações cardiovasculares na gravidez, Prurido, Gravidez/fisiologia, Cãibra muscular, Veia safena/fisiologia, Pletismografia, Obstetrícia, Volume sanguíneo/fisiologia
Palavras-chave
Diâmetro venoso, Volume venoso, Membros inferiores de gestantes primigestas