O cubo da democracia aplicado ao planejamento urbano municipal

dc.creatorEleonora Sad de Assis
dc.creatorSergio Myssior
dc.date.accessioned2023-03-17T15:26:34Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:22:36Z
dc.date.available2023-03-17T15:26:34Z
dc.date.issued2019-10
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.isbn9786580968091
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50989
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofEncontro e Congresso de Escolas e Faculdades Públicas de Arquitetura da América do Sul (ARQUISUR)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDemocracia
dc.subjectPlanejamento urbano
dc.subject.otherGestão Democrática
dc.subject.otherPlanejamento Urbano
dc.subject.otherBelo Horizonte
dc.titleO cubo da democracia aplicado ao planejamento urbano municipal
dc.typeArtigo de evento
local.citation.epage22
local.citation.issue38
local.citation.spage1
local.description.resumoO tema desta reflexão é a análise de um processo participativo relacionado ao planejamento urbano municipal de Belo Horizonte: a Virada Criativa por Belo Horizonte, realizada em 2015, abordando lacunas da gestão democrática no processo de planejamento urbano municipal e indicando caminhos para o incremento da participação cidadã. Desde a Constituição de 1988 o país vivencia a institucionalidade participativa, expressa na constituição de conselhos, na experiência inovadora do orçamento participativo (OP), nas conferências municipais e na elaboração dos planos diretores, dentre outras formas. (AVRITZER, 2012). Mais recentemente, tanto a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como a Nova Agenda Urbana preconizaram que as cidades com bom planejamento e gestão participativa serão importantes instrumentos para o desenvolvimento sustentável. Ao analisar o sistema de gestão e participação democrática nos planos diretores brasileiros, Santos (2011) constata a incompletude e fragilidade da participação da sociedade na elaboração e implementação das políticas públicas. A Virada Criativa experimentou um processo de planejamento colaborativo inspirado na metodologia Charrette Design, que tem como objetivo reunir equipes para desenvolver projetos complexos em um curto espaço de tempo. A dinâmica envolve estratégias diversas, tais como trabalho colaborativo, abordagem interdisciplinar, tempo reduzido entre a elaboração do problema e o desenvolvimento de soluções, utilizando o desenho para favorecer a visão compartilhada e as soluções holísticas. (LENNERTZ E LUTZENHISER, 2014). A lente utilizada para a avaliação do arranjo participativo seguiu a metodologia denominada “cubo da democracia”, conforme proposto por Fung (2006). O cubo da democracia é um instrumento de avaliação de processos participativos, abordando os aspectos de legitimidade, justiça e eficácia como parâmetros para problematização das políticas e ações públicas. Os resultados encontrados denotam a necessidade de balanceamento entre a representação dos diversos setores e a distribuição regional, buscando-se uma abordagem que permita a conciliação entre as escalas local, municipal e metropolitana. A experiência promoveu o desenvolvimento das preferências, permitiu a troca de experiências entre os presentes, agregou ideias e ofereceu soluções. Mas com nítida fragilidade nos aspectos de negociação, deliberação ou mesmo emprego de técnicas e conhecimento. Pondera Santos (2011), ao analisar a trajetória do planejamento urbano à partir da leitura dos relatórios estaduais das Conferências da Cidade, que sem explorar os conflitos entre os diversos segmentos da sociedade e explicitar os interesses contraditórios, o processo participativo poderá transmitir uma percepção distorcida de que todos os segmentos estejam sendo igualmente beneficiados, encobrindo a influência e o poder dos grupos privados. A Virada Criativa se destacou pelo desenvolvimento da capacidade e autonomia popular na formulação de propostas e ações para a cidade, construindo um rico repertório em diversas temáticas urbanas. Mas dois aspectos precisam ser destacados: grande parte da produção não teve caráter finalístico ou mesmo projetual, pois refletiam desejos, expectativas, conhecimento e experiências; por se tratar de uma iniciativa independente, precisa ainda desvendar os caminhos para se reafirmar como subsídio válido e eficiente para a construção da pauta urbana. Esta experiência reafirmou a necessidade de se aprimorar os desenhos participativos, bem como a relevância na utilização de instrumentos de avaliação dos processos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://proceedings.science/arquisur-2019/trabalhos/o-cubo-da-democracia-aplicado-ao-planejamento-urbano-municipal?lang=pt-br

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