Diálogos entre ciência e saberes locais: dificuldades e perspectivas
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Doralice Barros Pereira
Jose Geraldo Pedrosa
Jose Geraldo Pedrosa
Resumo
As motivações desta pesquisa originaram-se de inquitações, indagações e preocupações geradas no contexto da crise da modernidade. Assim, este estudo parte da crítica à sociedade moderna. A crise do fazer científico moderno adquire no debate, pois, no nascimento da ciência, se origina, também, a crise da própria ciência e da universidade moderna. A história da modernidade é marcada pela monocultura do conhecimento científico, que deslegitima qualquer forma de conhecimento e de saber que não sejam produzidos sob os parâmetros da ciência. A inquietação diante do desperdício histórico e material dos saberes não hegemônicos pela ciência moderna culmina na reflexão utópica acerca da reinvenção dos saberes e da universidade, em busca de outras referências para uma nova vida. A reflexão é utópica, pois se refere à busca de caminhos de realizações possíveis, de futuros diferentes do prometido pela modernidade. Boaventura de Sousa Santos, em sua obra A gramática do tempo: para uma nova cultura política, propõe a teoria da ecologia do saberes para substituir a paisagem de monocultura científica Essa teoria impulsiona a pluralidade de saberes existentes e possíveis para o diálogo, que, em princípio, passaria pela reafirmação dos saberes produzidos nos lugares, os chamados saberes locais. O objetivo é a valorização da dimensão do lugar que significa a revalorização das vozes dos sujeitos no cotidiano no processo de produção dos saberes e para a possibilidade de diálogo entre eles, diálogo esse factível através de um processo de tradução que lhes permita a inteligibilidade recíproca.
Abstract
Assunto
Ciência, Modernidade
Palavras-chave
ciência moderna, modernidade, utopia, ecologia de saberes, saberes locais, lugar