Caracterização do Estroma Reativo do Câncer de Próstata em função da Morfologia Acinar e da assinatura do colágeno por imunohistoquímica e à microscopia por geração de Segundo Harmônico (SHG): a busca de novos marcadores prognósticos
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Athanase Billis
William Carlos Nahas
Ana Maria de Paula
Cristiana Buzelin Nunes
William Carlos Nahas
Ana Maria de Paula
Cristiana Buzelin Nunes
Resumo
INTRODUÇÃO: O carcinoma de próstata (CaP) é tumor heterogêneo de alta incidência e evolução lenta. O prognóstico baseia-se no grau histológico dado pelo Sistema Gleason, mas nem sempre é possível identificar no conjunto dos casos os agressivos. O estroma reativo (ER) do tumor, por sinais químicos e físicos, induz crescimento e disseminação e vem sendo avaliado como possível fator prognóstico. OBJETIVO: Avaliar a intensidade do ER tumoral em função da morfologia dos ácinos neoplásicos, deposição e organização do colágeno e tipos celulares do estroma. METODOLOGIA: Foram examinadas 120 biópsias sextantes de próstata, selecionando-se uma lâmina por caso, a com maior representação tumoral e de maior grau histológico, concomitantemente, distribuídas em 4 grupos de 30: 1- Gleason 3+3; 2- Gleason 3+4; 3- Gleason 4+3; 4- somatória ≥8. Uma ou mais regiões foram mapeadas pelo grau de ER e a morfologia dos ácinos neoplásicos em correspondência registrada. Os tipos celulares do ER foram estudados por marcação imuno-histoquímica para actina (ACT), desmina (DES), vimentina (VIM) e CD34 e ácinos neoplásicos classificados em 4 padrões morfológicos (A, B, C e D). Quantificação e organização do colágeno foram avaliadas por meio de microscopia por geração de segundo harmônico. RESULTADOS: Das 327 áreas analisadas, 21,1%, 23,5%, 26,0% e 29,4% pertenciam aos grupos 1, 2, 3 e 4, respectivamente, predominando padrões acinares A (41,6%) e B (38,3%), compostos por ácinos bem formados (A) e microácinos rudimentares geralmente localizados na interface do tumor com o estroma (B). Padrão cribriforme (C) foi visto em 7,3% das áreas e D (células isoladas e ninhos) definiu o grupo 4. ER foi visto em 70% das áreas e tumores estromogênicos (percentual de estroma ≥ massa tumoral) em 8,0% delas. Os de menor intensidade de ER eram do G3. Estratificando-se pelo padrão acinar, tumores de padrões B e D produziram maior ER, com infiltração perineural mais frequente e maior deposição de colágeno. O perfil celular levantou a suspeita da presença de telócitos no ER. CONCLUSÃO: Diferentes padrões de ER vistos no mesmo tumor e com mesmo escore de Gleason podem ser determinados por interação epitélio-estromal bidirecional, resultando em padrões acinares específicos, não necessariamente relacionados ao Sistema Gleason. Como exemplo, microácinos rudimentares vistos na periferia da massa tumoral, associados a desmoplasia, poderiam estar diretamente ligados à evolução desfavorável do tumor.
Abstract
Assunto
Próstata, Carcinoma, Células Estromais, Imuno-Histoquímica, Microscopia Óptica não Linear, Colágeno, Telócitos
Palavras-chave
Próstata, Carcinoma, Estroma reativo, Imuno-histoquímica, SHG, Colágeno, Telócitos